segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Os caracóis e as carpas têm cornos.


OS CARACÓIS E AS CARPAS TÊM CORNOS 

os caracóis e as carpas têm cornos 
vês, eu não te dizia? 
as carpas e os caracóis não têm cornos 
vês, eu não te dizia? 
as caracoias e os carpos têm cornos 
vês, eu não te dizia? 
os carapoicos e os parcos não têm cornos 
vês, eu não te dizia? 
as carapaias e os porcos têm cornos 
vês, eu não te dizia? 
os caracoicos e as parras não têm cornos 
vês, eu não te dizia? 
as carassaias e os parcas têm cornos 
vês, eu não te dizia? 
os caracorpos e as praias não têm cornos 
vês, eu não te dizia? 
as caracaias e os poicos têm 
vês 

Ana Hatherly 


Ana Hatherly é uma professora, escritora e artista plástica portuguesa, nasceu em 8 de maio de 1929 na cidade do Porto. 

Professora catedrática da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde co-fundou o Instituto de Estudos Portugueses, é diplomada em Cinema, pela London Film School, licenciada em Filologia Germânica, pela Universidade de Lisboa, e doutorada em Estudos Hispânicos, pela Universidade da Califórnia em Berkeley. Anteriormente leccionou na Escola de Cinema do Conservatório Nacional e no AR.CO. Em Lisboa. Existem cópias dos seus filmes no Centro de Arte Moderna da Fundação Caloust Gulbenkian e no Arquivo da Cinemateca Portuguesa

Paralelamente desenvolveu uma carreira como artista plástica, iniciada na década de 1960, com um extenso número de exposições individuais e colectivas, em Portugal e no estrangeiro. 

Foi membro da Direcção da Associação Portuguesa de Escritores e ajudou a fundar o P.E.N. Clube Português, ao qual presidiu. Foi ainda membro destacado do grupo da poesia experimental, nas décadas de 1960 e 70, além de se ter dedicado à investigação e divulgação da literatura portuguesa barroca, fundando as revistas Claro-Escuro e Incidências. Em 1978 foi agraciada pela Academia Brasileira de Filologia do Rio de Janeiro, com a Medalha Oskar Nobiling; em 1998 obteve o Grande Prémio de Ensaio Literário da Associação Portuguesa de Escritores; em 1999 o Prémio de Poesia do P.E.N. Clube Portugês; em 2003 o Prémio de Poesia Evelyne Encelot, em França, e o Prémio Hannibal Lucic, na Croácia. 

Fonte: Wikipédia. 

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8 comentários:

Everson Russo disse...

Um belo e interessante poema meu amigo,,,boa segunda pra ti e um belo feriado...abraços.

Anônimo disse...

é um grande prazer entrar no seu espaço e encontrar tão graciosa poesia... aprender um pouco mais sobre essa fonte inesgotável que é nossa literatura...

deixo pra vc querido amigo Furtado um grande beijo...

boa semana e feliz dia de feriado....

Zil

José María Souza Costa disse...

Parabens, pelo poema.
tomara que todos nós nos disversilhamos, das nossas enrroladas.
Felicidades

Palavras e Poemas disse...

Confesso que deu um nó nas caramiolas esses negócio de caracóis, bem que eu os tento entender, quando sejam dos meus cabelos...
Mas é assim, é assim um dia de um jeito, outro de outro, observadura a ficarmos atentos e perceber as diferenças nas razões que se apresenta. Outrossim que dás vezes se não nos cabe a compreensão, nem precisa, basta que aceitemos assim como vês ou não vias, mas te lembras se não dizia em outras tantas questões...

Enrolei né meu amigo, é caracol demais...

Não conhecia a escritora e quantos mais ainda não conheço, então somente aplaudir, assim como ela dizia...

Abraços

Livinha

Antônio LaCarne disse...

ótima escolha de poema, fiquei encantado, mais uma vez eu não conhecia a poeta e achei de um bom gosto incrível.

grande abraço!

Rosemildo Sales Furtado disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Severa Cabral(escritora) disse...

Bom dia meu vizinho!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
aqui é pura literatura,até respiro,kkkkkk
Lindo poema ...é nos caracóis que encontro meus cabelos,kkkk
bjssssssssssss

Maria Alice Cerqueira disse...

Boa tarde Prezado amigo
Vim agradecer a sua visita ao meu cantinho, obrigada pela sua presença , assim que estiver mais forte voltarei para o ler e comentar.
Tenha um lindo dia
Com carinho
Abraço amigo
Maria Alice