quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ai se um dia...


AI SE UM DIA... 

Ai se em Outubro chovesse 
a terra molhasse 
o milho crescesse 
e a fome acabasse 

Ai se o homem sorrisse 
a terra molhasse 
a fome acabasse 
e a chuva caísse 

Ai se um dia... 
Acordemos, camaradas, 
As chuvas de Outubro não existem! 
O que existe 
É o suor cansado 
Dos homens que querem 

O que existe 
É a busca constante 
Do pão que abundante virá 

Homens, mulheres, crianças 
Na pátria livre libertada 
Plantando mil milharais 
Serão a chuva caindo 
Na nossa terra explorada 

Vera Duarte 


Vera Duarte, de seu nome completo Vera Valentina Benrós de Melo Duarte Lobo de Pina, nasceu no Mindelo, Cabo Verde, num Outubro qualquer. Ali brincou, cresceu e amou. Depois esteve em Portugal para fazer o curso de Direito na Universidade Clássica de Lisboa e posteriormente para fazer formação na Magistratura Judicial, pelo Centro de Estudos Judiciários de Lisboa, tendo voltado a cidade da Praia, Cabo Verde, no sentido de trabalhar na justiça e como Juíza Conselheira do Supremo Tribunal da Justiça. Após se ter afastado do referido cargo assumiu a responsabilidade e honra de exercer as funções de Conselheira do Presidente da República. Entretanto escreveu, casou-se, publicou, teve filhos e filhos dos filhos, divorciou-se e de novo se casou, viajou e participou - do coração - na vida pública do seu país. Sobretudo nas questões ligadas à mulher, cultura e aos Direitos Humanos. Orgulha-se de ter sido galardoada em 1995 em Portugal pelo então presidente português Dr. Mário Soares com o Prémio Norte-Sul de Lisboa do Conselho da Europa, pelas suas actividades em prol dos Direitos Humanos. Sobretudo enquanto membro da Comissão Africana dos Direitos do Homem e dos Povos e da Comissão Internacional de Juristas. Actualmente é Presidente da Associação Cabo-verdiana de Mulheres Juristas (AMJ), membro do Comité Executivo da Comissão Internacional de Juristas, além de ser membro de várias associações oriundas da sociedade civil cabo-verdiana, nomeadamente a Associação de Escritores Cabo-verdianos (AEC). Tem como lema de vida, Liberdade, Justiça, Paz e Amor. 

Fonte: http://amulhereapoesia.blogspot.com/

Visite também: 
Hoje tem A Literatura Muçulmana.

7 comentários:

✿ chica disse...

Poesia linda, cadenciada...Adorei! abração,lindo feriadinho,chica

Everson Russo disse...

O se sempre nos carregando de indecisóes...abraços de bom dia pra ti amigo,,,bom feriado...

ANA ROOS disse...

E se...
Adorei!
Essa coisa do e se, esperança que nos faz sonhar, mesmo sabendo que não é possível, mas mesmo que seja impossível, ha muito pra se fazer, com a luta diária da gente, o impossível torna-se real!

Bom feriado pra ti... bjus no coração

Elaine Crespo disse...

Olá meu amigo!

Saudades daqui!

Estou um pouco enrolada com a saúde!

Como sempre um mestre em nos apresentar belos poemas e novos poetas!
Lindo poema e muito adequado para hoje. Uma realidade que vivemos.

Um lindo feriado!

Beijos,
Elaine Crespo

RELTIH disse...

MUY DE LA TIERRA ESTE TEXTO. ME GUSTA MUCHO PORQUE YO TAMBIÉN LO SEMBRÉ.
UN ABRAZO

Celylua - O blog das Letras disse...

Olá, querido amigo das letras...
Saudades literárias, rsrsrs
Poesia magnífica!
Eu adorei, parabéns pela brilhante postagem!
Beijos no coração.

Anônimo disse...

Meu vizinho e eu estávamos discutindo esse assunto específico , ele geralmente é em busca de provar que estou errada. Sua opinião sobre que é bom e exatamente como eu realmente sinto . Eu simplesmente agora enviei-o este site para indicar o seu ponto de vista individual. Depois de olhar sobre o seu site web I e livro marcado e será provavelmente vindo de novo para aprender seus posts novos !

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