sexta-feira, 9 de julho de 2010

Aos poetas.

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AOS POETAS

Mentimos a nós mesmos, embuçados
nessas mágoas irreais em que vivemos.
Mas, somos, a fingir esses extremos,
os maiores dos homens torturados.

Carregamos as dores e os pecados
dos homens. E por eles nos ardemos
em esperanças e êxtases supremos,
com todos os sentidos exaltados.

Tristes de nós, que vamos, nos caminhos,
chorando as almas das torturas presas,
pondo as alheias dores em canções.

Mas, sangrando a nossa alma nos espinho;
fazendo nossas todas as tristezas,
alegramos os tristes corações.

Rodrigues de Abreu

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/rodrigues-de-abreu/imagens/rodrigues-de-abreu.jpg

Benedito Luís Rodrigues de Abreu nasceu em Capivari em 27 de setembro de 1897, na fazenda “Picadão”. Aos sete anos passou a morar em Piracicaba, onde começou os estudos em “escola de sítio”.

Nascido numa fazenda no município de Capivari, Rodrigues de Abreu estudou no colégio dos padres salesianos em Lorena, os quais mais tarde julgando haver nele vocação sacerdotal o fizeram entrar para o seminário de Cachoeira do Campo, em Minas Gerais: Acometido, porém, de grave doença nervosa no segundo ano do curso, abandonou o seminário e voltou para São Paulo.

Continuou os estudos em Lavrinhas, mas interrompeu-os novamente - e definitivamente - no quarto ano ginasial. Foi por algum tempo professor na capital paulista, voltando mais tarde a Capivari, onde exerceu o cargo de guarda-livros na Caixa de Crédito Agrícola. Em 1923, partiu para Bauru onde conseguiu o emprego de escrevente num cartório.

No ano seguinte, declarada a tuberculose que desde 1919 se pronunciara, seguiu ele para Campos do Jordão, mas nem lá nem em São José dos Campos logrou melhoras estáveis, vindo a falecer em Bauru no dia 24 de novembro de 1927. "Com ele", escreveu Odílio Costa Filho, "expira o Simbolismo no Brasil, e expira com beleza, dor e beleza.

Obras poéticas publicadas:

Noturnos (1919)
A sala dos Passos Perdidos (1924)
Casa Destelhada (1927)

Fonte: pt.wikipedia.org

15 comentários:

Fada do Mar Suave disse...

Que poema lindo! Um prazer passar por aqui e encontrar tanta beleza e cultura. Parabéns pelo belo espaço.
Beijosss

~*Rebeca e Jota Cê*~ disse...

Rosemildo,

Fazer feliz um coração triste é tarefa para os poetas eternos e sensíveis.

Também estamos seguindo.

Que sua noite seja de luz.

Rebeca

-

ANTONIO CARLOS F. JR. disse...

Oi Furtado,
Belo esse poema, ele di tudo, o poeta finge a sua própria realidade, sente e transfigura o que é necessário ser palpável por aqueles que ainda não sentiram.
Deixo meu abraço.

Wanderley Elian Lima disse...

Sentir todas as dores do mundo, e alegrar os corações tristes, essa é a missão dos poetas.
Abração

Everson Russo disse...

Um poeta é a mistura de todos os sentimentos que um ser humano pode ter, com um acrescimo de percepção....abraços amigo e um belo final de semana pra ti na paz de Deus.

Fatima disse...

Lindo poema!
O blog tb tá lindo!
Bjs.

Renata de Aragão Lopes disse...

Um soneto repleto de verdade!
Quem escreve não vive,
afinal, sob uma quase tortura?

Um abraço,
Doce de Lira

REGGINA MOON disse...

Furtado,

Linda a sua postagem e o novo visual!!!Parabéns!!

Tristes de nós, que vamos, nos caminhos,
chorando as almas das torturas presas,
pondo as alheias dores em canções.

Maravilha de poema de Rodrigues de Abreu...gostei muito!!!

Grande beijo e ótimo final de semana!!

Reggina Moon

Antònio Manuel disse...

Caro Furtado:

Amigo mais um belo texto!

Parabéns pela escolha

Tenha um otimo fim de semana


Forte Abraço

Antònìo Manuel

Amor feito Poesia disse...

"Que abrem rasgões de luar...
"Fonte, fonte, não me leves,
"Não me leves para o mar!..."
As correntezas da vida
E os restos do meu amor
Resvalam numa descida
Como a da fonte e da flor...


Bom FDS...Beijos perfumados!! M@ria

Livinha disse...

O poeta tenha a alma inquieta,
transpondo as barreiras do infinito, busca a estrada certa, sem ter hora de voltar.
Faz as suas viagens, as mais longas, dando-se a fuga de suas melancolias.
Ele teima em saber de tudo, sabe lá se é mentira, o que tanto cria, como se conhecesse os caminhos das venturas...

Mas de um jeito ou de outro nunca esconde suas dores, essas que deveras sente.

maravilhoso poema!

Adorei a big transformação por aqui.
Ficou mais linda as tuas páginas.
Renovar, ainda que seja apenas tirando os móveis do lugar...

Grde beijo

Livinha

ANTOLOGIA POÉTICA disse...

A poesia escorre no papel, tal qual vinho
Derramado da taça.

BOM FDS......Beijos na alma! M@ria

Sonhadora disse...

Meu querido amigo
sempre lindos os poemas que posta, é um prazer passar por aqui.

beijinhos
Sonhadora

Sil.. disse...

Furtado, sempre gosto de passar aqui, lendo textos tão lindos, conhecendo escritores, conhecendo tantas coisas, muitas vezes desconhecidas a mim.
Sem contar, que adoro sua presença no meu blog, sempre com as palavras carinhosas, que me fazem tão bem.
Um abraço grande, meu queridoooo!

PS: Adorei o "Dona encrenca" rsrssr!

Tais Luso disse...

Os poetas são os que mais sabem dizer de nossas dores, de nossas alegrias e falam da morte como se fosse sua melhor amiga... Tudo é pintado com cores já testadas pelas suas emoções, e deixam - nos que lêem os seus versos - o melhor dos efeitos.

Beijo, amigo Furtado.
Tais luso

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