quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Impressão Digital.



IMPRESSÃO DIGITAL

1882 – Juan Vucetich, cidadão argentino (naturalizado), investiga dedos de 50.000 pessoas. Verifica que em suas linhas o desenho varia de pessoa a pessoa. Não encontrando duas pessoas sequer com desenho semelhante, descobre o processo de se tirar a impressão digital. Juan Vucetich era então funcionário da polícia de La Plata. Há quem queira, no entanto, entregar a glória dessa descoberta ao inspetor Edward Henry, como tendo sido o primeiro a utilizar o método. Onze anos antes de Edward, entretanto, Juan Vucetich instalou em Buenos Aires um arquivo, onde classificava de acordo com um método por ele mesmo estabelecido, as impressões digitais dos criminosos ali identificados. Em 1882 Vucetich foi chamado para examinar as marcas papilares encontradas no local onde duas crianças haviam sido degoladas. O exame das impressões digitais apontou a própria mãe como a assassina, o que foi confirmado pela sua confissão. Foi esse o primeiro caso na criminologia da descoberta de um criminoso pelas marcas papilares dos dedos. Esse fato teve repercussão internacional. Depois da Argentina, foi o Brasil o primeiro país a adotar o sistema, numa iniciativa de Félix Pacheco, em 1903.

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume3, páginas 308/310.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Coco Pagu.

Retrato de Pagu feito no final da década de 1920.

COCO DE PAGU

Pagu tem os olhos moles
uns olhos de fazer doer.
Bate-coco quando passa.
Coração pega a bater.

Eh Pagu eh!
Dói porque é bom de fazer doer.

Passa e me puxa com os olhos
provocantissimamente.
Mexe-mexe bamboleia
pra mexer com toda a gente.

Eli Pagu eh!
Dói porque é bom de fazer doer.

Toda a gente fica olhando
o seu corpinho de vai-e-vem
umbilical e molengo
de não-sei-o-que-é-que-tem.

Eh Pagu eh!
Dói porque é bom de fazer doer.

Quero porque te quero
Nas formas do bem-querer.
Querzinho de ficar junto
que é bom de fazer doer.

Eh Pagu eh!
Dói porque é bom de fazer doer.

Raul Bopp


Raul Bopp nasceu no dia 04 de agosto de 1898, no estado do Rio grande do Sul, no distrito de Vila Pinhal, então pertencente ao município de Santa Maria (e atual Itaara), fundou dois semanários em Tupanciretã (cidade gaúcha para onde se mudou com a família nos primeiros meses de vida), nos quais expunha sua veia literária. Cursou Direito entre 1918 e 1925, em diversas faculdades do país, até formar-se (viajou, então, por todo o Brasil, tendo conhecido sobretudo a Amazônia, base para a construção de sua obra-prima, Cobra Norato).

Integrou o grupo paulista do modernismo, de cujas correntes verde-amarelas (Pau Brasil) e antropofágicas fez parte. Sempre conviveu em ambientes
literários, sendo amigo de autores consagrados como Jorge Amado e Carlos Drummond de Andrade.

Cobra Norato é considerado seu principal livro e obra mais importante do movimento antropofágico. A obra ostenta a grandeza do mundo em formação que é o Amazonas. Pela força de suas descrições, pelo lirismo que informa o poema, pelo seu aproveitamento das raízes populares, é um documento de valor definitivo do Modernismo brasileiro.

Raul Bopp faleceu no Rio de Janeiro no dia 02 de junho de 1984.

Foi Bopp quem deu o apelido de Pagu à escritora e jornalista Patrícia Rehder Galvão, figura importante na história cultural brasileira pelas participações em movimentos culturais e relações com artistas modernistas. Raul Bopp criou o apelido ao imaginar erroneamente que o nome verdadeiro de Pagu fosse Patrícia Goulart.

OBRAS:

Cobra Norato (1931)
Urucungo (1932)
Notas de Viagem (1960)
Nota de um Caderno sobre o Itamarati (1960)
Movimentos Modernistas no Brasil (1966)
Memórias de um Embaixador (1968)
Putirum (1969)
Coisas do Oriente (1971)
Poesia Completa (1998)

Fontes: Wikipédia e www.revista.agulha.nom.br

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Político é igual a feijão.

Meus queridos amigos, remexendo o baú encontrei um artigo que escrevi quando da minha estada em Recife, pois quando nas minhas horas de folga, escrevia algumas baboseiras para o jornal. Como estamos em época de campanha política, achei pertinente usá-lo na minha postagem de hoje, cujo qual, abaixo transcrevo na íntegra:

POLÍTICO É IGUAL A FEIJÃO

Será que existe a tão propagada democracia neste país? Se a resposta for negativa, tudo bem, mas se for positiva, aí cabe mais uma pergunta: “Por que, se existe a democracia, somos obrigados a aceitar tudo aquilo que nos é imposto? Segunda feira, 17-08-98, teve início a indigesta e malfadada propaganda eleitoral, quando na oportunidade os candidatos – na sua maioria – promovem uma verdadeira chuva de excrementos, como se os ouvidos do povo fossem latrinas. É sempre a mesma coisa, promessas e mais promessas, onde todos sem exceção vão melhorar a EDUCAÇÃO, SAÚDE, TRANSPORTE, SEGURANÇA, TRABALHO, HABITAÇÃO, etc., coisas que ao longo dos anos vêm se repetindo. Hoje temos candidatos para os mais variados tipos de gosto, bons, honestos, trabalhadores, solidários, caridosos e muito bem intencionados, verdadeiros anjinhos que aguardam somente a hora de dar o bote no poder, e o resto que se dane. O povo deve lembrar do Sr. Sérgio Naya, político exemplar, ernestíssimo, que provou quando de suas declarações em toda a imprensa brasileira, sobre falsificações de assinaturas, pagamentos e recebimentos de propinas e outros desmandos. O pior de tudo, é que, quando de sua cassação, surgiram mais ou menos 180 coleguinhas de profissão e de casa, igualmente “ernestos” como ele, e votaram contra, insistindo na permanência do corrupto no cenário político nacional.

Outubro vem chegando, e com ele o dia do eleitor exercer o seu ato de cidadania. Portanto, vou terminar, citando uma comparação muito sábia, de um pobre ancião, analfabeto de pai e mãe, que viveu e faleceu numa cidadezinha do interior do Rio Grande do Norte, e que num momento de tamanha felicidade declarou: “Político é igual a feijão quando se bota na água, o bom DESCE e o ruim SOBE”.

Conforme podemos observar, mudanças, não houve, salvo as personagens e as datas. No lugar do Sérgio Naya (Senhor?), muitos e muitos outros, conforme os órgãos de imprensa têm divulgado. Até a falta de vergonha na cara continua a mesma, ou quem sabe, com maior intensidade.

Com ralação ao custo da propaganda aos cofres públicos, vejam o que diz parte do artigo recebido através de Newsletter do Diário de Pernambuco, em sua edição do dia 14-08-2010, conforme transcrito abaixo:

A propaganda eleitoral, veiculada a partir da próxima terça-feira até 30 de setembro, será um marco em termos de gastos para os cofres públicos brasileiros. Neste ano, a previsão é que o palanque eletrônico em rede aberta de televisão e rádio, conhecido como "horário gratuito", custará cerca de R$ 851 milhões à União. Significa mais de quatro vezes a estimativa para as eleições gerais de 2006 (R$ 191 milhões).

A conta da democracia é paga pelo contribuinte por meio de renúncia fiscal dada às emissoras de comunicação, numa espécie de ressarcimento pela exibição obrigatória dos programas de candidatos a presidente, governador e deputados. Ao elaborarem o Imposto de Renda referente ao exercício de 2010, as empresas de comunicação excluirão do lucro líquido parte do preço do espaço que seria utilizado para a publicidade comercial.

Como vimos, amanhã, dia 17-08-2010, vamos ser beneficiados com o início do programa eleitoral nas emissoras de rádio e televisão do país. Portanto meus amigos, vamos limpar bem os ouvidos, para recebermos melhor os excrementos.

Que DEUS nos abençoe.

R.S. Furtado.

domingo, 15 de agosto de 2010

Virgem Auxiliadora.

VIRGEM AUXILIADORA

Minha Nossa Senhora Auxiliadora,
Mãe de misericórdia e de perdão,
Sê, por piedade, a minha protetora
nas amarguras deste mundo vão.

Em minha alma teus zelos entesoura...
Nunca olvides meu pobre coração...
E fulge, sempre, ó luz consoladora,
em meio às sombras que o envolvendo estão.

Ó milagrosa Virgem de D. Bosco,
ouve a súplica humilde, o verbo tosco,
de um frágil pecador, mísero réu...

Acompanha na vida o meu fadário...
E seja, à hora da morte, o teu rosário,
a escada augusta que me leve ao céu!

Mário de Lima


Mário Franzen de Lima (Ouro Preto, 10 de julho de 1886 — Belo Horizonte, 1936) foi um poeta, ensaísta, polemista, jurista e professor brasileiro, filho de Bernardino de Lima e Esther Franzen de Lima.

Estudou no Colégio Salesiano Dom Bosco, de Cachoeira do Campo, formando-se pela Faculdade de Direito de Minas Gerais, hoje UFMG, onde mais tarde lecionou Filosofia do Direito. Foi promotor de Justiça em Rio Novo, reitor do Ginásio Oficial de Barbacena, diretor do Arquivo Público Mineiro e da Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais.

Secretário da Presidência de Minas nos governos de Fernando de Melo Viana e Antônio Carlos Ribeiro de Andrada e delegado-geral do estado de Minas na Exposição Internacional do Centenário da Independência. Foi um dos fundadores da Academia Mineira de Letras, da qual foi presidente em 1921-1922 e do Instituto Histórico de Minas. Cavaleiro da Ordem da Coroa da Bélgica e titular da Goldene Ehrzeichen da República da Áustria, que lhe foi conferida pelo Presidente Michael Hainisch, em 09 de fevereiro de 1928.

Movido por um parnasianismo tardio, Mário de Lima passou ao largo do movimento modernista, apesar de suas ligações com Carlos Drummond de Andrade, que elogiou seu livro de estréia. Exceção ao formalismo parnasiano é o poema Pirâmide, curiosa antecipação concretista "avant la lettre". Sua maior influência provém de Alberto de Oliveira, Olavo Bilac e, sem sombra de dúvida, de seu tio Antônio Augusto de Lima.

Audiências de Luz, poesia, 1917.
Medalhas e brasões, poesia e sínteses históricas, 1918.
O mito solar nos Evangelhos, ensaio de crítica histórica, 1914.
A escola leiga e a liberdade de consciência, estudo filosófico, 1914.
Elogio do Marquês da Sapucaí, estudo histórico, 1915.
Esboço da história literária de Minas, 1920.
Dante e a Divina Comédia, 1921.
Ouro Preto e a Escola de Minas, 1921.
Idéias e comentários', crônicas e estudos, 1921.
Coletânea de autores mineiros, 1922.
A Igreja, o poder civil e o direito de revolta, 1924.
Minas e a Guerra do Paraguai, 1926.
O bom combate, história da Ação Católica, 1929.
A hermenêutica tradicional e o Direito Científico, 1932. Reeditado em 1955 com o título Da interpretação Jurídica.

Fontes: Wikipédia e http://www.revista.agulha.nom.br

sábado, 14 de agosto de 2010

Nova vênus.


NOVA VÉNUS

Solta aos ventos as tranças douradas,
Meiga filha das bordas do mar,
E no meio das vagas iradas
Solta aos ventos o alegre cantar.

Não, não temas as nuvens sombrias.
Que uma a uma se elevam d'além,
Que rodeado d'amor e alegrias,
O teu céu dessas nuvens não tem.

Canta sempre; de noite às estrelas,
De manhã ao luzir do arrebol,
Ao passarem no mar as procelas,
Ao sorrir aos outeiros do sol.

Canta sempre, ó alcíone destas vagas,
Nova filha da espuma do mar,
Canta sempre, e eu sentado nas fragas,
Voltarei para ouvir-te cantar.

Júlio Dinis


Júlio Dinis, pseudônimo de Joquim Guilherme Gomes Coelho, nasceu na cidade do Porto em Portugal, no dia 14 de novembro de 1839. Romancista português de vida efêmera cuja obra caracterizou-se por um estilo direto e espontâneo, sugestivo e tão voltado para a naturalidade quanto para a própria natureza, abordando costumes e relações sociais nas aldeias portuguesas.

Formado pela escola de medicina e cirurgia do Porto (1861), preferiu dedicar-se à literatura e ao ensino universitário. Colaborou, com o pseudônimo, no jornal A Grinalda, quando publicou seu primeiro romance, "Justiça de Sua Majestade" (1958). No Jornal do Porto (1862-1864), apareceram os contos reunidos depois nos "Serões de província" (1870).

A mesma publicação divulgou em folhetins um dos livros de Dinis mais bem-sucedidos junto ao público, "As pupilas do senhor reitor" (1867). Atacado pela tuberculose, fez constantes viagens de tratamento, inclusive ao litoral e à ilha da Madeira. Destas viagens publicou, em um mesmo ano, "Painéis complementares da vida social no campo e na cidade", "A morgadinha dos canaviais" e "Uma família inglesa" (1868). Outra obra importante foi "Os fidalgos da casa mourisca" (1872).

Também escreveu poemas e dramas, de edição póstuma, após sua prematura morte no Porto, em 12 de setembro (1871), com apenas 32 anos. Romancista da vida familiar e como tal estimado, seus poemas e dramas, de edição póstuma, não desmereceram o talento e a autenticidade do escritor. Uma adaptação de "As pupilas do senhor reitor" ganhou atualidade ao ser levada ao ar por um canal da televisão

Fonte: netsaber.com.br