IMPRESSÃO DIGITAL
1882 – Juan Vucetich, cidadão argentino (naturalizado), investiga dedos de 50.000 pessoas. Verifica que em suas linhas o desenho varia de pessoa a pessoa. Não encontrando duas pessoas sequer com desenho semelhante, descobre o processo de se tirar a impressão digital. Juan Vucetich era então funcionário da polícia de La Plata. Há quem queira, no entanto, entregar a glória dessa descoberta ao inspetor Edward Henry, como tendo sido o primeiro a utilizar o método. Onze anos antes de Edward, entretanto, Juan Vucetich instalou em Buenos Aires um arquivo, onde classificava de acordo com um método por ele mesmo estabelecido, as impressões digitais dos criminosos ali identificados. Em 1882 Vucetich foi chamado para examinar as marcas papilares encontradas no local onde duas crianças haviam sido degoladas. O exame das impressões digitais apontou a própria mãe como a assassina, o que foi confirmado pela sua confissão. Foi esse o primeiro caso na criminologia da descoberta de um criminoso pelas marcas papilares dos dedos. Esse fato teve repercussão internacional. Depois da Argentina, foi o Brasil o primeiro país a adotar o sistema, numa iniciativa de Félix Pacheco, em 1903.
Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume3, páginas 308/310.
