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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Eu gostaria tento.

 
EU GOSTARIA TANTO

Ah! Como eu gostaria tanto,
Que um dia, pudesses entender.
Que és o motivo, a causa do meu pranto,
Que és o fomento, a razão do meu viver.

Ah! Como eu gostaria tanto,
Que ao olhar para o céu, ao anoitecer,
Descobrisses que te gosto, e o quanto,
Sou apaixonado, vivo só para te querer.

Ah! Como eu gostaria tanto,
Que ao passares, me notasses.
Ou ao menos, por debaixo do manto,
Mesmo sem te aprazeres, me olhasses.

Um olhar teu, uma palavra, que emoção,
Um sorriso, para meu maior espanto,
Seria um alento, até mesmo por compaixão,
Ah! Como eu gostaria tanto.

R.S. Furtado. 

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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Esperanças.


ESPERANÇAS

Já não mais sei até aonde vão as minhas esperanças,
De reacender as chamas do amor, que há muito terminou.
Mergulhado na solidão, vivo somente das lembranças,
Que como recompensa, foi tudo quanto me restou.

Já não mais sei até quando suportarei esta mal vivida vida,
Imposta pelo destino que o SENHOR me assegurou.
Mas, seguirei minha batalha sem descanso, sem guarida,
Correndo atrás da felicidade que o amor me reservou.

Já não mais sei se devo, como também, até quando,
Seguirei nesse intento de reviver tudo o que passou.
Se sou merecedor não sei, de continuar sonhando,
Encontrar o alguém que eu amei e que também me amou.

Já não mais sei aonde buscá-la, nem qual o seu paradeiro,
Mesmo assim continuarei, insistirei nas minhas andanças.
Encontrá-la-ei, nem que para isso revire o mundo inteiro,
Pois a fé em DEUS não me fez perder as esperanças.

R.S. Furtado. 

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domingo, 20 de julho de 2014

Recado.

 

  RECADO

Vós que sentistes a dor de uma separação,
Em tempos passados, quando feliz éreis na vida.
Se por degeneração física, falta de amor ou paixão,
Ou quaisquer que foram os motivos da partida.

Vós que sentistes o desprazer do abandono,
Sem ao menos o direito de tentardes uma reação.
Destes-vos ao sofrimento, e pra vida nenhum plano,
De um novo e grande amor para alentar o coração.

Vós que sentis hoje, o amargor da solidão,
E viveis das lembranças de um passado distante.
Sem consolo, e a merçê de um desprezo gritante,
Condenada ao desalento, sem dó e sem compaixão.

Eis que é chegado o momento de uma total mudança,
Tendes de reagir, pois não cometestes nenhum pecado.
Afinal, não custa nada alimentardes a vital esperança,
De recobrardes a felicidade. Este é o meu recado.

R.S. Furtado.

Publicado em 29/11/10.

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sábado, 28 de junho de 2014

A fofoqueira.


A FOFOQUEIRA

Vem logo vê muié! Se assenta aqui,
Oia só quem vai passando por aí,
Nunca vi muiesinha tão derpravada.
A safada veve todo tempo cum fome.
Num pode nunca avistá um home,
Qui fica logo fogosa, toda assanhada.

Só veve na rua, é o dia todo andano,
Pra riba e pra baxo, somente mostrano,
As coisa qui tem e qui divia di iscondê.
A rôpa vremêia, curtinha e apertada,
Pra riba do joeio, tá sempre alevantada,
Qui é pra mode os home da rua vê.

Trabaiá? Eu? Qui nada! Nem pensá,
Vadiá é muito mais mió pra nóis ganhá.
Isso é como as garrafa! Sai puraí falano.
Adispois é só lavá, imboicá e já tá nova,
Aí, a mais otros besta eu vô dano prova,
E as merreca qui arrumá, eu vô imbosano.

Num vá dizê a ninguém qui eu disse,
Pruquê eu vô só dizê qui tu mintisse,
E qui tu gosta munto dumas istorinha.
É qui a quenga qui agora eu tô falano,
Qui veve puraí, pelas rua só vadiano,
Mora aqui junto deu, é fia da vizinha.

Mais dêxa pra lá, ela faz pruquê é dela,
Pros povo daqui, ela num vale uma ruela,
Faz desde minina, cumeçô muito cedo.
É! Vamu se arrumá, qui hoje é dia de festa,
Vô cumê, e bebê, vô dançá cá mulesta
Inté o sol raiá, qui hoje é vespra de São Pedo.

R.S. Furtado
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domingo, 22 de junho de 2014

O Cicerone.



O CICERONE

Olhe! Preste bem atenção, ó sô moço,
Pras coisa qui agora, eu vou le dizê.
A terra aqui é boa e tem um poço,
É só plantar, isperá botá, e culhê,
Aos pouco, sem pressa e arvoroço,
Pra mode a famia o ano intero cumê.

Mais num vá pensando, ó sô moço,
Qui a vida aqui é de fartura. É osso!
Num pense qui é face, né moleza não.
O cabra aqui sofre. Tem qui trabaiá,
Tem qui regaçá as manga, bataiá e suá,
Pra mode cumê um pedacim de pão.

A água num é boa, é pôca e barrenta,
Dá pra lavá as coisa, a cara e a venta,
Banho só no riacho, com buxa e sabão.
Se tivé cuidado, a água dá pra bebê,
Basta só botá no fogo e isperá felvê,
Pra num dá lumbriga, ficá cum barrigão.

A gente daqui é carma, num é arruacera,
Num sabe nem comu pegá na pexera,
Mais tem muita corage, num é froxa não.
Se xingá ela, sai da frente, disimbesta,
Ela fica comu um cão, fica cum a mulesta,
Vai pra cima e mata, estraçaia cum as mão.

A gente daqui num veve só pra trabaiá
Aqui também é divirtido, tem coisa boa
Sempre no mei do ano, eles tem diversão
Em junho eles sempre trata de se arrumá
Toma cachaça e sai de braço cum a patroa
E pro terrero feliz, vai brincá o São João.

R.S. Furtado.

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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Elas, as mulheres.

ELAS, AS MULHERES

As crioulas são garbosas,
As guagirús são vibrantes.
As mulatas sempre airosas,
E as caboclas muito ardentes.

As morenas são bonitas,
As ruivas são muito ardentes.
As brancas sempre benditas.
E as louras muito atraentes.

Adjetivos ponho nelas,
Porém, nenhuma prefiro.
Se assim julgo todas elas,
Porque todas, eu admiro.

R.S. Furtado.

Dedicado a todas as mulheres, minhas eternas NAMORADAS.
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domingo, 1 de junho de 2014

Em busca da felicidade.


EM BUSCA DA FELICIDADE

Já não mais sinto a falta dos teus beijos,
Nem tampouco lembro mais dos teus carinhos.
Tudo mudou, eu já não tenho mais desejos,
De ter-te nos braços, como antes em nossos ninhos.

Já não mais me importo com essa tua ausência,
Tua presença em nada acrescenta atualmente.
Se antes te implorava e rogava por clemência,
Neste momento, tanto faz, para mim é indiferente.

O tempo passa, as coisas mudam, tudo acontece,
Tudo que começa, com certeza, um dia terá fim.
Se os sentimentos mudam nos outros, é o que parece,
Por que então, haveria de ser diferente em mim?

Procures alguém que te ame e te faça muito feliz,
E que aceite essa tua forma de amar, que não aceitei.
Pois esse não foi o grande amor que eu sempre quis,
Parti em busca da felicidade, sou feliz, a encontrei.

R.S. Furtado.

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sábado, 10 de maio de 2014

Mãe.


MÃE

Aspiração que no coração lampeja,
O amor materno, se alcançada a tem.
A criatura que entronar deseja,
Os deveres santíssimos de mãe.

Quanta grandeza para o filho almeja,
Quantos cuidados aos seus sentidos vêm.
Quando ele dorme, levemente o beija,
Quando sorri, ela sorri também.

O amparo maternal ao filho estende;
Quando ele sofre, aflita ela soluça,
E roga ao céu que o sare e o céu atende.

Francamente, ela o seio desembuça.
E que doçura o seio seu desprende,
Quando ela sobre o berço debruça.

R.S.Furtado

Que DEUS abençoe e proteja a todas as MÃES do mundo!

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terça-feira, 29 de abril de 2014

Aquela Noite.


AQUELA NOITE

Aquela noite da maior ventura,
Em que trêmula deste-me a beijar.
Os mornos lábios teus de voragem pura,
Vivo a lembrar.

Nenhuma estrela conseguiu luzir,
Naquela noite tenebrosa e fria.
Porém do nosso amor a refletir,
A chama ardia.

A flor que com fervor que não se doma,
Tu beijaste e me deste de amor louca.
Murcha hoje está, mas guarda ainda o aroma,
Da tua boca.

Noite de amor, de anseio e de pecado,
Que outra, nós não teremos igual.
Na qual vimos enfim concretizado,
Nosso ideal. 

R.S. Furtado 

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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Cristo.



CRISTO

Tendo por leito, a miseranda cruz,
Onde o pregaram os algozes seus.
De espinhos, preso a fronte, o vil capuz,
- Vilão - por ser rei dos judeus.

Por ser bom, por ser justo, por ser Deus,
Pelo bem, pelo amor e pela luz.
Que na terra espalhou vindo dos céus,
Crucificado morre o bom Jesus.

Ao exalar o seu suspiro extremo,
Perdoa os homens ímpios criaturas,
Com o olhar que lhes lança o ser supremo.

E, para iluminar sua agonia,
Como estrelas candentes vagam puras,
As lágrimas nas faces de Maria.

R.S. Furtado.

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Feliz Páscoa para todos!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Meu lindo sabiá.



MEU LINDO SABIÁ
  
Vós que cantais no alto da laranjeira,
Externando ao mundo a vossa melodia.
Sem temerdes a ação da baladeira,
Que pra vós por certo, faz pontaria.
Refletis no canto vossa real beleza,
Que a todos encantam, sois maravilhoso.
Impondes vossa formosura e realeza,
Ao cantardes, sois magno, sois valoroso.
Ouvir-vos é terno, é sagrado, é sublime,
Que até aos ímpios e impuros redime,
Gorjeio igual neste mundo não há.
Deis a mim a honra de feliz primazia,
De ouvir vosso canto como uma magia,
Venhais a mim e canteis meu lindo Sabiá.
R.S. Furtado.   
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sábado, 29 de março de 2014

Morta.

  

MORTA

Quando exalou seu derradeiro alento,
A tarde suspira, o sol descia.
De nuvens pardas todo o firmamento,
No tão pungente instante se vestia.

Tétrica tarde, fúnebre e sombria,
Para os seus que a cercavam no momento.
Tanta tristeza, e tanta dor havia,
E tanto pranto, e tanto desalento.

Da vida térrea então se despediu,
E com um brando aroma lentamente,
Ela risonha para o além partiu.

E hoje formosa qual estrela pura,
Entre flocos de nuvens transparentes,
Brilha sua alma na celeste altura.

R.S. Furtado

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