Meus queridos amigos, remexendo o baú encontrei um artigo que escrevi quando da minha estada em Recife, pois quando nas minhas horas de folga, escrevia algumas baboseiras para o jornal. Como estamos em época de campanha política, achei pertinente usá-lo na minha postagem de hoje, cujo qual, abaixo transcrevo na íntegra:
POLÍTICO É IGUAL A FEIJÃO
Será que existe a tão propagada democracia neste país? Se a resposta for negativa, tudo bem, mas se for positiva, aí cabe mais uma pergunta: “Por que, se existe a democracia, somos obrigados a aceitar tudo aquilo que nos é imposto? Segunda feira, 17-08-98, teve início a indigesta e malfadada propaganda eleitoral, quando na oportunidade os candidatos – na sua maioria – promovem uma verdadeira chuva de excrementos, como se os ouvidos do povo fossem latrinas. É sempre a mesma coisa, promessas e mais promessas, onde todos sem exceção vão melhorar a EDUCAÇÃO, SAÚDE, TRANSPORTE, SEGURANÇA, TRABALHO, HABITAÇÃO, etc., coisas que ao longo dos anos vêm se repetindo. Hoje temos candidatos para os mais variados tipos de gosto, bons, honestos, trabalhadores, solidários, caridosos e muito bem intencionados, verdadeiros anjinhos que aguardam somente a hora de dar o bote no poder, e o resto que se dane. O povo deve lembrar do Sr. Sérgio Naya, político exemplar, ernestíssimo, que provou quando de suas declarações em toda a imprensa brasileira, sobre falsificações de assinaturas, pagamentos e recebimentos de propinas e outros desmandos. O pior de tudo, é que, quando de sua cassação, surgiram mais ou menos 180 coleguinhas de profissão e de casa, igualmente “ernestos” como ele, e votaram contra, insistindo na permanência do corrupto no cenário político nacional.
Outubro vem chegando, e com ele o dia do eleitor exercer o seu ato de cidadania. Portanto, vou terminar, citando uma comparação muito sábia, de um pobre ancião, analfabeto de pai e mãe, que viveu e faleceu numa cidadezinha do interior do Rio Grande do Norte, e que num momento de tamanha felicidade declarou: “Político é igual a feijão quando se bota na água, o bom DESCE e o ruim SOBE”.
Conforme podemos observar, mudanças, não houve, salvo as personagens e as datas. No lugar do Sérgio Naya (Senhor?), muitos e muitos outros, conforme os órgãos de imprensa têm divulgado. Até a falta de vergonha na cara continua a mesma, ou quem sabe, com maior intensidade.
Com ralação ao custo da propaganda aos cofres públicos, vejam o que diz parte do artigo recebido através de Newsletter do Diário de Pernambuco, em sua edição do dia 14-08-2010, conforme transcrito abaixo:
A propaganda eleitoral, veiculada a partir da próxima terça-feira até 30 de setembro, será um marco em termos de gastos para os cofres públicos brasileiros. Neste ano, a previsão é que o palanque eletrônico em rede aberta de televisão e rádio, conhecido como "horário gratuito", custará cerca de R$ 851 milhões à União. Significa mais de quatro vezes a estimativa para as eleições gerais de 2006 (R$ 191 milhões).
A conta da democracia é paga pelo contribuinte por meio de renúncia fiscal dada às emissoras de comunicação, numa espécie de ressarcimento pela exibição obrigatória dos programas de candidatos a presidente, governador e deputados. Ao elaborarem o Imposto de Renda referente ao exercício de 2010, as empresas de comunicação excluirão do lucro líquido parte do preço do espaço que seria utilizado para a publicidade comercial.
Como vimos, amanhã, dia 17-08-2010, vamos ser beneficiados com o início do programa eleitoral nas emissoras de rádio e televisão do país. Portanto meus amigos, vamos limpar bem os ouvidos, para recebermos melhor os excrementos.
Que DEUS nos abençoe.
R.S. Furtado.


