sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Soneto dramático.

http://filipaqueiroz.files.wordpress.com/2008/01/luzes-no-palco.jpg

SONETO DRAMÁTICO

O Incesto. Drama em 3 atos. Ato primeiro:
Jardim. Velho castelo iluminado ao fundo.
O cavaleiro jura um casto amor profundo,
e a castelã resiste... Um fâmulo matreiro

vem dizer que o barão suspeita o cavaleiro...
ele foge, ela grita... – Apito! – Ato segundo:
um salão do castelo. O barão, iracundo,
sabe de tudo... Horror! Vingança! – Ato terceiro:

em casa do galã, que, sentado, trabalha,
entra o barão armado e diz: “Morre, tirano,
que me roubaste a honra e me roubaste o amor!”

O mancebo descobre o peito. – “Uma medalha!
Quem ta deu?!” – “Minha mãe!” – “Meu filho!” Cai o pano...
À cena o autor! À cena o autor! À cena o autor!

Artur de Azevedo.

http://3.bp.blogspot.com/_RilWo-yQY5E/SIpIgKfeD9I/AAAAAAAAAR4/8-9u18blgSw/s400/Artur_de_Azevedo.jpg
Irmão do romancista Aluísio de Azevedo, Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo nasceu em São Luís do Maranhão, em 07 de julho de 1855. Começou a escrever muito cedo, ainda menino, e desde essa ocasião manifestou interesse pelo teatro. Empregado no comércio, ingressou depois no funcionalismo do Maranhão, do qual foi injustamente demitido, diz-se que por se sentirem atingidos por suas “Carapuças” alguns figurões da província. Mudou-se para o Rio de janeiro, onde fez carreira burocrática, de amanuense a diretor-geral, posto no qual sucedeu a Machado de Assis. Militou na imprensa, escreveu e traduziu copiosamente para o palco; importou o gênero “revista”. Fundador da Academia brasileira, faleceu no Rio de Janeiro em 22 de outubro de 1908. Sua morte comoveu os círculos literários porque, depois de tanto labor, não deixara a família ao abrigo da necessidade, e também porque estava em plena produtividade intelectual.

Fonte: “Poesia parnasiana” Antologia – Edições Melhoramentos – 1967.

11 comentários:

Helô Müller disse...

Interessante poesia em forma de texto teatral! O famoso tema "incesto"... nada agradável, ainda que usual! ( gostei da imagem escolhida )
Beijos querido e obrigada pelo carinho de sempre lá em meus aposentos!! rs
Helô

Andresa disse...

Meu querido amigo, um texto muito interessante e forte ao mesmo tempo.

Quanto minhas ferias, havia deixado um recado no blog que estaria ausente, para poder descansar um pouco e curtir uma viagem.... Depois de um ano de labuta, merecemos um pequeno descanso....

Mas voltei e com saudade de todos, inclusive de vc.

Beijos
Andresa

Chica disse...

Forte e bem profundo sobre esse tema! Lindo poema!abraços,chica

Elaine Barnes disse...

Nossa que beleza! Olha aprendi com seu texto . Aqui perto de casa tem uma rua que se chama Aluisio de Azevedo.Levo clientes lá para mostrar aptos sempre. Nem sabia que também era irmão de Artur tão ilustre. Beleza! bjão e grata pela visita no meu blog

Valéria disse...

Bem dramático. Artur de Azeveo é o nome da escola que estudei e hoje atravez do seu blog aprendi um pouco mais sobre ele.


BeijooO

João disse...

daqui sempre saio cheio de sabedoria, ainda q esteja tremendamente burro.
Mas volto sempre, mesmo quando calado.

Felina Mulher disse...

Sempre nos trazendo coisas belas...obrigada!

Meus melhores sorrisos pra vc querido...beijos.

Antònìo Manuel disse...

Caro Furtado:

Amigo como è bom estar aqui no seu espaço:

Artur Azevedo faz parte dos maiores:

Parabèns pela escolha

Tenha um otimo fim de semana

Forte Abraço

Antònio Manuel

Livinha disse...

Lindo texto, lindo teatro
poematizado, como linda a mensagem,
quando nos mostra que a vida é uma caixinha de surpresa, o que nos chama a atenção a não julgar pelas aparências,, quando não sabemos quem é o mocinho ou o ladrão...

Furtado meu amigo,
lembras da Graça? Sabias que ela tem
una irmana?
Bom sem delongas... passe lá
em casa e veja, vc não vai acreditar.

Feliz fim de semana
Bjss

AFRICA EM POESIA disse...

Furtado
tenho andado por aqui...o estive em Espanha de 28 a 3 de Janeiro.

Vou andando sempre por aqui...


Cheguei ...
A escola terminou por hoje e já estou a sentir o fim de semana...

Com mais tempo mas com muito frio deixo para ti...um beijo e o que gosto de fazer...


Poesia...


SEGREDOS

Segredos meus…
Segredos teus…
Segredos nossos…
Mas sempre segredos…

Segredos calados…
Segredos sofridos…
Segredos escondidos…
Porque são só nossos…

E nestes segredos…
Que doem, por serem segredos…
Não vamos contar…
E vamos calar!...


Lili Laranjo

Helô Strega disse...

Lindo poema estou adorando as palavras doces e as informações dos autores, magnifico trabalho!
Bjos

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