Este blog foi criado com o objetivo único e exclusivo de expor ao mundo, tudo aquilo que penso, vejo, ouço, falo, sinto, detesto, admiro, amo, gosto, desejo e, sobretudo, faço.
segunda-feira, 1 de julho de 2019
sábado, 22 de junho de 2019
São João da minha Terra.
SÃO
JOÃO DA MINHA TERRA
O
São João da minha terra,
É
porreta, é arretado.
Começa
no pé da serra,
E
se espalha no povoado.
Tem
festa pra todo lado,
Tem
traque, foguete e rojão.
Cachaça
tem pra danado,
Tem
xote, xaxado e baião.
Tem
quadrilha, com casamento,
Tem
padre, e até delegado.
Tem
carroça puxada por jumento,
Pra
carregar o casal enforcado.
Tem
inhame, batata e macaxeira,
Bolo
tem, de toda qualidade.
Tem
milho assado na fogueira,
Pra
ninguém ficar na saudade.
Tem
cuscuz, tem canjica e pamonha,
Tapioca,
beijú, arroz doce e mungunzá., Xaxado
E
tudo isso é pra comer, sem vergonha,
E
encher a pança até se empanturrar.
Forró
tem em todo canto,
Pra
quem pra lá, for brincar.
Mulher
tem demais, no entanto,
É
proibido, no salão se esfregar.
As
mulheres de lá são fogosas,
Mas,
tem umas que vivem pra rezar.
As
que não casam ficam em pavorosas,
Enquanto
as outras, só querem ficar.
Tem
gente de toda qualidade,
Pacata,
mas também arruaceira.
Quem
lá chegar com maldade,
Vai
pra ponta da peixeira.
Portanto,
meus queridos amigos,
Não
sendo um burro que emperra.
Vou
relembrar os festejos antigos,
Do
São João da minha terra.
R.S.
Furtado
Reedição
segunda-feira, 17 de junho de 2019
segunda-feira, 10 de junho de 2019
Acode eu Santo Antonho!
ACODE EU SANTO
ANTONHO!
Hoje acordei
arretada, virada cum a molesta!
Êta vida
desgramada.
Só pra eu nada presta!
Passei a noite
toda sozinha, cum muita fome.
Mais
hoje,
sem farta vou cedinho lá pra festa,
Vesti
a rôpinha
mió, carçá a sandaia qui presta,
Pru mode vê se
dá sorte, e eu arrume aigum home.
Hoje é vespra
de Santo Antonho casamentêro,
Quem sabi aculá
na festança, no meio do terrêro,
Ele atenda o
meu sonho, arranje um home pra eu.
E acaimá mais,
só um pouquinho minha vida,
Aquetá minha
disprezada, surfrida e inxirida,
E mostrá qui
Deus é bão, e nunca mi isqueceu.
Quem tivé a
vida surfrida, iguarzinha a minha,
E quisé tombém
aquetá a assanhada bixinha,
Faça comu eu,
pedi baxinho, pur baxo do pano.
Aproveita qui
hoje é o dia de pedí, num isquece,
Pruque num é
todo dia qui o santinho aparece,
Essa xanxe
demora, a genti só tem de ano e ano.
Acode eu Santo
Antonho!
R.S. Furtado
segunda-feira, 3 de junho de 2019
Amarga desilusão.
AMARGA
DESILUSÃO
Esta
tua ausência que em mim tanto dói,
Que
impõe e me leva à ingrata solidão.
Maltrata,
machuca, e aos poucos corrói,
O
pouco que resta do meu pobre coração.
Esta
tua indiferença que nada constrói,
Só
aumenta a angústia e alimenta a aflição.
E ao
passar do tempo, lentamente destrói,
O
mais puro amor e uma grande paixão.
Já
não mais sou a mesma, viver já não sei,
A
vida pra mim já não tem mais fundamento.
Vagueio
nas lembranças do tempo que passei.
E
alimento-me do mais cruel sofrimento.
Até
quando não sei, seguirei resistindo,
Neste
mundo carrasco e sem compaixão.
Pois
sem ter a ti, aos poucos vou partindo,
E na
bagagem levando a amarga desilusão.
R.S.
Furtado.
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