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segunda-feira, 3 de junho de 2019

Amarga desilusão.


AMARGA DESILUSÃO

Esta tua ausência que em mim tanto dói,
Que impõe e me leva à ingrata solidão.
Maltrata, machuca, e aos poucos corrói,
O pouco que resta do meu pobre coração.

Esta tua indiferença que nada constrói,
Só aumenta a angústia e alimenta a aflição.
E ao passar do tempo, lentamente destrói,
O mais puro amor e uma grande paixão.

Já não mais sou a mesma, viver já não sei,
A vida pra mim já não tem mais fundamento.
Vagueio nas lembranças do tempo que passei.
E alimento-me do mais cruel sofrimento.

Até quando não sei, seguirei resistindo,
Neste mundo carrasco e sem compaixão.
Pois sem ter a ti, aos poucos vou partindo,
E na bagagem levando a amarga desilusão.

R.S. Furtado.

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segunda-feira, 5 de março de 2018

Em busca da felicidade.


EM BUSCA DA FELICIDADE 

Já não mais sinto a falta dos teus beijos,
Nem tampouco lembro mais dos teus carinhos.
Tudo mudou, eu já não tenho mais desejos,
De ter-te nos braços, como antes em nossos ninhos.

Já não mais me importo com essa tua ausência,
Tua presença em nada acrescenta atualmente.
Se antes te implorava e rogava por clemência,
Neste momento, tanto faz, para mim é indiferente.

O tempo passa, as coisas mudam, tudo acontece,
Tudo que começa, com certeza, um dia terá fim.
Se os sentimentos mudam nos outros, é o que parece,
Por que então, haveria de ser diferente em mim?

Procures alguém que te ame e te faça muito feliz,
E que aceite essa tua forma de amar, que não aceitei.
Pois esse não foi o grande amor que eu sempre quis,
Parti em busca da felicidade, sou feliz, a encontrei.

R.S. Furtado.

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Ausência.

   


AUSÊNCIA

Recresce, arpoante e funda, a saudade cruel.

Corri ela foi meu sol, partiu minha risada!
Cada dia que passa é uma gota de fel
que se me infiltra na alma e a põe envenenada.

Mais larga a ausência, mais a lembrança dourada
resplandece, espertando emoções em tropel:
o riso, o gesto, a voz; boca a boca soldada,
os seus beijos febris que eram de fogo e mel...

Claro perfil de luz, louro encanto irradiando
o revérbero astral de flavescente véu
que dourava o meu sonho e o verso decadente.

Onde estás? interrogo. E a mágoa cresce quando
sinto tudo em silêncio em torno. .. O próprio céu
misterioso e azul, como os olhos da Ausente...

Euclides Bandeira

Euclides da Motta Bandeira e Silva, nasceu em Curitiba, em 22 de novembro de 1876, filho de Carlos da Motta Bandeira e Silva e de Dona Thereza Maria da Silva. Seus antepassados foram fundadores da Cidade, trazendo sua linhagem de Baltazar Carrasco dos Reis. Fez os estudos preparatórios em Curitiba, nos quais foi aprovado com distinção na "Escola dos Bons Meninos" do Dr. José Cleto da Silva, obtendo a medalha de ouro, no dia 24 de dezembro de 1890. Matriculado na Escola Militar do Rio de Janeiro, teve seus estudos interrompidos em 1895 em decorrência da extinção pelo governo da Escola Militar. Durante sua permanência nas linhas executou tarefas militares tanto nas trincheiras de terra como a bordo do vaso Itaipu. Na sua fé de ofício consta elogio por suas atividades contra o Aquidaban. Regressando a Curitiba, foi-lhe oferecido emprego nos Correios, que ele não aceitou, preferindo dedicar-se ao jornalismo, trabalhando ativamente como repórter, articulista, redator e diretor. Leia mais aqui:

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