AMARGA
DESILUSÃO
Esta
tua ausência que em mim tanto dói,
Que
impõe e me leva à ingrata solidão.
Maltrata,
machuca, e aos poucos corrói,
O
pouco que resta do meu pobre coração.
Esta
tua indiferença que nada constrói,
Só
aumenta a angústia e alimenta a aflição.
E ao
passar do tempo, lentamente destrói,
O
mais puro amor e uma grande paixão.
Já
não mais sou a mesma, viver já não sei,
A
vida pra mim já não tem mais fundamento.
Vagueio
nas lembranças do tempo que passei.
E
alimento-me do mais cruel sofrimento.
Até
quando não sei, seguirei resistindo,
Neste
mundo carrasco e sem compaixão.
Pois
sem ter a ti, aos poucos vou partindo,
E na
bagagem levando a amarga desilusão.
R.S.
Furtado.