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sábado, 22 de junho de 2019

São João da minha Terra.

SÃO JOÃO DA MINHA TERRA

O São João da minha terra,
É porreta, é arretado.
Começa no pé da serra,
E se espalha no povoado.

Tem festa pra todo lado,
Tem traque, foguete e rojão.
Cachaça tem pra danado,
Tem xote, xaxado e baião.

Tem quadrilha, com casamento,
Tem padre, e até delegado.
Tem carroça puxada por jumento,
Pra carregar o casal enforcado.

Tem inhame, batata e macaxeira,
Bolo tem, de toda qualidade.
Tem milho assado na fogueira,
Pra ninguém ficar na saudade.

Tem cuscuz, tem canjica e pamonha,
Tapioca, beijú, arroz doce e mungunzá., Xaxado
E tudo isso é pra comer, sem vergonha,
E encher a pança até se empanturrar.

Forró tem em todo canto,
Pra quem pra lá, for brincar.
Mulher tem demais, no entanto,
É proibido, no salão se esfregar.

As mulheres de lá são fogosas,
Mas, tem umas que vivem pra rezar.
As que não casam ficam em pavorosas,
Enquanto as outras, só querem ficar.

Tem gente de toda qualidade,
Pacata, mas também arruaceira.
Quem lá chegar com maldade,
Vai pra ponta da peixeira.

Portanto, meus queridos amigos,
Não sendo um burro que emperra.
Vou relembrar os festejos antigos,
Do São João da minha terra.

R.S. Furtado
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