terça-feira, 11 de maio de 2010

Agradecimentos.

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AGRADECIMENTOS

Aos meus queridos amigos seguidores e visitantes de um modo geral!

Quando da minha viagem à Recife em virtude do falecimento da Enice, (minha ex esposa) devido à urgência, não bloqueei a memória do meu sócio, secretário e fiel colaborador. Acontece que, quando retornei encontrei o mesmo gravemente enfermo, pois devido às constantes e longínquas viagens impostas pelos meus queridos netos, foi vítima da invasão de alguns malfadados vírus que, como verdadeiros cânceres, danificaram totalmente a sua memória, forçando-me a levá-lo ao especialista para transplantá-la. Portanto, mais uma vez solicito a valiosa e honrosa compreensão de todos, no sentido de perdoar-me em função de mais um período de ausência, prometendo atualizar as visitas, retribuindo a todas, pois quem visita, merece e quer ser visitado.

Aproveito a oportunidade para agradecer a todos indistintamente, pelo carinho demonstrado através das belas palavras de conforto, num gesto de verdadeira e inconteste solidariedade.

Muito obrigado de coração e que DEUS abençoe a todos!

Beijos no coração de cada um de vocês.

Furtado.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Tu, só tú...

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TU, SÓ TU...

A Estrela d’Alva desaparecia
Quando eu parti naquela madrugada,
E a doce aurora, tímida e rosada.
Das nuvens de ouro levantava o dia.

Numa palmeira, que no espaço abria
O verde leque, para o céu voltada.
Da áurea garganta uma ave apaixonada
Cavatinas alegres despedia.

Manhã tão linda: o prado um firmamento
Glauco e cheiroso, estrelas multicores,
O chão bordando num deslumbramento!

E eu vendo o campo, eu vendo o céu tranqüilo,
Pensava em ti, dona das minhas dores;
Morta: só tu darias vida àquilo.

Guimarães Passos.

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Sebastião Cícero Guimarães Passos, jornalista e poeta, nasceu em Maceió, AL, em 22 de março de 1867, e faleceu em Paris, França, em 09 de setembro de 1909.

Era filho do Major Tito Alexandre Ferreira Passos e de Rita Vieira Guimarães Passos. Seu avô, José Alexandre de Passos, fora advogado e professor, dedicado também ao estudo de questões vernáculas. Guimarães Passos fez seus estudos primários e os preparatórios em Alagoas. Aos 19 anos foi para o Rio de Janeiro, onde se juntou aos jovens boêmios da época. Era a idade de ouro da boemia dos cafés, e não poderia haver melhor ambiente para o espírito do poeta. Entrou para a redação dos jornais, fazendo parte do grupo de Paula Ney, Olavo Bilac, Coelho Neto, José do Patrocínio, Luís Murat e Artur Azevedo. Colaborou com a Gazeta da Tarde, a Gazeta de Notícias, A Semana. E nas suas colunas ia publicando crônicas e versos. Nos vários lugares em que trabalhou, escrevia também sob pseudônimos: Filadelfo, Gill, Floreal, Puff, Tim e Fortúnio.

Foi também arquivista da Secretaria da Mordomia da Casa Imperial. Com a proclamação da República, e extinta essa repartição, Guimarães Passos perdeu o lugar e passou a viver unicamente de seus trabalhos jornalísticos. Com a declaração da revolta de 06 de setembro de 1893, aderiu ao movimento. Fez parte do governo revolucionário instalado no Paraná, e lutou contra Floriano Peixoto. Vencida a revolta, conseguiu fugir. Exilou-se em Buenos Aires durante 18 meses. Lá colaborou nos jornais La Nación e La Prensa e fez conferências sobre temas literários relacionados ao Brasil.

Em 1896, de volta do exílio, foi um dos primeiros poetas chamados para formar a Academia Brasileira de Letras, sendo fundador da cadeira 26 e escolheu para seu patrono outro boêmio, o poeta Laurindo Rabelo. Encontrou no Rio de Janeiro, a sua geração inteiramente transformada. Alguns dos antigos companheiros encontravam-se agora em postos bem remunerados, eram reconhecidos, enquanto ele permanecia como o último boêmio. Ficou doente de tuberculose e, não conseguindo melhoras no Brasil, partiu para a ilha da Madeira e, daí, para Paris, onde veio a falecer, em 1909. Só em 1921, a Academia Brasileira conseguiu fazer trasladar os restos mortais para o Brasil. Para aqui vieram acompanhados dos de Raimundo Correia, falecido em Paris em 1911.

Poeta parnasiano, lírico e, às vezes, um pouco pessimista, Guimarães Passos foi também humorista na sua colaboração para O Filhote, reunida depois no livro Pimentões, que publicou de parceria com Olavo Bilac. Ao tratar de Versos de um simples, José Veríssimo viu nele o "poeta delicado, de emoção ligeira e superficial, risonho, de inspiração comum, mas de estro fácil, como o seu verso, natural e espontâneo, poeta despretensioso, poeta no sentido popular da palavra".

Fonte: “Academia Brasileira de Letras”.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

À Enice.

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À ENICE

É difícil aceitar a ideia da tua partida,
E que também já não mais tem vida,
Este corpo que por muito tempo me aqueceu.
É difícil esquecer-me da velha mureta,
Onde alucinado, eu te chamava de Julieta,
E louca de amor, me chamavas de Romeu.

É difícil esquecer que desta linda união,
Nasceram dois seres, frutos de nossa paixão,
Pra fortalecer os laços de nossa grande amizade.
Pois com muita alegria e prazer incontido,
Recebemos nossos filhos, Roosevelt e Rosemildo,
Coroando e aprofundando a nossa felicidade.

É difícil esquecer as noites que passamos,
E juntos, apaixonados, aos céus juramos,
Que eterno e sem fim, seria o nosso amor.
Mas o destino, não sei, talvez por maldade,
Quis impor sua vontade, sem dó e sem piedade,
Separando-nos, sem ao menos avaliar nossa dor.

Hoje, tristes e amargurados de ti nos despedimos,
Eu, nossos filhos, noras, netas, parentes e amigos,
Incrédulos, mas cônscios da vontade de DEUS.
Rogamos ao mesmo que dos pecados nos perdoe,
Que te receba nos braços, te proteja e te abençoe,
E te ilumine sempre, por todos os caminhos teus.

Natal, 02 de maio de 2010.

R.S. Furtado.

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PS = Enice foi minha ex esposa, mulher, amante, companheira e mãe de dois dos meus filhos, mas o maldito  ciúme foi mais forte e nos separou até esta data.

Lamentavelmente no dia 02-05-2010, ela foi convocada pelo nosso PAI e viajou. Daí então, fui à Recife dar-lhe o último adeus, somente retornando hoje. Portanto, apresento as minhas desculpas aos (as) nossos (as) queridos (as) amigos (as), Seguidores (as) e visitantes pela ausência, prometendo que vou atualizar todas as visitas, pois quem visita, quer ser visitado.


R.S. Furtado.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Fraternidade Rosacruz.

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FRATERNIDADE ROSACRUZ

1500 a.C. – É fundada a Fraternidade Rosacruz pela irmandade Branca do Egito. Difunde um sistema de filosofia mística e metafísica. Promove o desenvolvimento das faculdades latentes no ser humano. Foi introduzida na Palestina por Salomão, na Grécia por Sólon e na Itália por Pitágoras. O nome adotado por Johan Valentin Andrea originou-se do emblema, uma cruz com uma rosa no centro. Essa fraternidade é geralmente conhecida em todo o mundo por "AMORC", ou seja, “Antiga Mística Ordem Rosae Crucis”. Em 1694 essa Ordem estabeleceu-se, pela primeira vez, na América. Não é sectária nem religiosa. Seu ensino inclui com maior extensão as ciências práticas que o ensino religioso. Abolui sistematicamente as artes supersticiosas do Oriente. Não pratica a adivinhação, a nigromancia nem o espiritismo. Interessa-se pela evolução do nosso planeta, tanto material como espiritual, pela sua direção e destino, tanto no campo religioso e político, quanto no econômico e intelectual. Cada jurisdição depende da autoridade do “imperador”. Mantém este um conselheiro, única autoridade a fazer dispensas, estabelecer lojas e capítulos. Mediante a eleição dum alto oficial, como membro do conselho internacional ficam aí, unidas, num só corpo, todas as jurisdições do mundo. Este organismo constitui o supremo poder desta organização internacional, que não se liga a sociedade alguma. A fraternidade "Rosacruz" é um todo homogêneo, independente. Não tem, tampouco, relação alguma com o “Grau Rosacruz” com que se simboliza o “Rito Escocês de Maçonaria”.

Nota: Este trabalho é resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 1, páginas 13 e 14.

domingo, 2 de maio de 2010

Cântico dos cânticos.

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CÂNTICO DOS CÂNTICOS

Imagina um sorriso só de criança,
Todo candura, e junta-lhe a meiguice
De um sorriso de mãe; e tens ideado
O sorriso de Alice.

Imagina um olhar - mistério e sonho,
Cheio de luz, de glória, de doidice...
Com a sedução dos olhos da mãe d’água:
E tens o olhar de Alice.

Imagina uma grave melodia,
Tão doce como nunca mais se ouvisse,
Como nunca se ouviu na terra ainda,
E tens a voz de Alice.

Já viste como o cisne fende o lago?
Como desliza a névoa na planície?
Como anda na clareira a pomba rola?
É ver o andar de Alice.

Olha o macio pétalo corado
De rosa que de todo não abrisse.
O mimo da conchinha nacarada
É a boca de Alice.

Se um dia visses no alcantil dos cerros
A imaculada neve que caísse,
Verias, ai de mim! do que é formado
O coração de Alice.

Lúcio de Mendonça.

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Lúcio Eugênio de Meneses e Vasconcelos Drummond Furtado de Mendonça, advogado, jornalista, magistrado, contista e poeta, nasceu em Piraí, RJ, em 10 de março de 1854, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 23 de novembro de 1909. Foi o fundador da Academia Brasileira de Letras. Ao escolher o poeta Fagundes Varela como patrono, coube-lhe a Cadeira nº. 11.

Era o sexto filho de Salvador Furtado de Mendonça e de Amália de Menezes Drummond. Órfão de pai aos cinco anos, e sua mãe tendo contraído segundas núpcias, Lúcio foi criado em São Gonçalo de Sapucaí, MG, em casa de parentes. Nunca teve professor de primeiras letras. Aprendeu a ler e escrever ligando os sons e caracteres gráficos através de leituras de jornais. Aos 16 anos matriculou-se no Colégio Pimentel, em São Gonçalo. A chamado de seu irmão Salvador de Mendonça, partiu para São Paulo, ingressando, em 1871, na Faculdade de Direito. A esse tempo, iniciou as suas atividades poéticas e literárias, escrevendo um caderno de versos, "Risos e lágrimas", e publicando trabalhos em O Ipiranga, jornal dirigido por Salvador de Mendonça. Lá tomou parte num movimento de protesto dos estudantes contra os professores da Faculdade e foi suspenso por dois anos. Passou esse período no Rio. Entrou para a redação de A República, convivendo com Quintino Bocaiúva, Joaquim Serra, Salvador de Mendonça, Francisco Otaviano, Machado de Assis, Joaquim Nabuco, e outros. Em 72, publicou, com prefácio de Machado de Assis, o livro de estréia, "Névoas matutinas".

Em 1873, estava de novo em São Paulo, novamente matriculado na Faculdade de Direito. Publicou seu segundo livro, "Alvoradas", e entrou para a redação do jornal Província de São Paulo, colaborando também com A República, órgão do Clube Republicano Acadêmico, que ele dirigiu em 1877. Após a colação de grau, em 1878, regressou ao Rio. Foi para São Gonçalo de Sapucaí. Em 1880, casou-se com D. Marieta, filha do solicitador João Batista Pinto. Com a nomeação de delegado da Inspetoria Geral da Instrução Pública da Província de Minas no Distrito de São Gonçalo. Foi eleito vereador da Câmara de São Gonçalo, exercendo a vereança até 1885.

Mesmo depois de ministro do Supremo, Lúcio não deixou o jornalismo, e, sob o pseudônimo de Juvenal Gavarni, publicou, na Gazeta de Notícias, uma série de sátiras políticas, em que, com fino humorismo, focalizou as personalidades de Prudente de Morais, José do Patrocínio, Quintino Bocaiúva, Afonso Celso, Medeiros e Albuquerque, e outros.

Na terceira fase da Revista Brasileira, dirigida por José Veríssimo, Lúcio passou a ser um dos freqüentadores da redação. Ali se congregavam, em torno de Machado de Assis e de Joaquim Nabuco, os principais representantes da literatura brasileira no momento. Foi então que lhe nasceu o sonho de criar a Academia Brasileira de Letras, da qual ele é, por depoimento unânime dos criadores da Instituição, o verdadeiro fundador, o "Pai da Academia".

Fez parte das primeiras comissões da Instituição: nomeado com Olavo Bilac, Visconde de Taunay, Rodrigo Octavio e Pedro Rabelo para organizar o Regimento Interno (1897); nomeado com Visconde de Taunai, Filinto de Almeida e Pedro Rabelo para organizar o projeto sobre distintivo acadêmico (1897); integrante da comissão de Bibliografia (1897) e da comissão especial para estudar as propostas de sócios correspondentes, juntamente com Graça Aranha e Valentim Magalhães (1898).

No Supremo Tribunal Federal teve atuação destacada defendendo com vigor os seus pontos de vista. Em 1901, foi nomeado Procurador Geral da República. Em 1904, foi-lhe concedida licença para tratar da saúde. Ia perdendo a vista, doença que também atingiu a seu irmão Salvador de Mendonça. Em 26 de outubro de 1907, aposentou-se, a esforços de seus amigos, pois não lhe era mais possível trabalhar. Viajou para a Europa, indo à Itália e à Alemanha, a fim de obter cura para sua enfermidade. Passou o ano de 1909 na sua chácara da Gávea, ao lado de Salvador de Mendonça, vindo a falecer em 23 de novembro.

Fonte: Academia Brasileira de Letras.