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segunda-feira, 27 de abril de 2020

Sempre-viva.


SEMPRE-VIVA 

Quando àquelas saudades me entregaste,
Ao transarmos e o abraço em despedida.
Disseste: unidos são numa só haste,
Como somos nós dois numa só vida.

Assim, tu tão solene, me juraste,
No pungente momento da partida.
Tua face eu beijei, tu me abraçaste
E parti levando a alma constrangida.

As saudades então me acompanharam,
E, quando aquela jura feneceu,
Elas incontinente revelaram.

De uma forma, aliás, mui positiva,
Uma delas (a tua) emurcheceu,
E a outra se transformou em sempre-viva.

R.S. Furtado

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Desilusão.


DESILUSÃO

Que mais importância tem viver, se a vida,
Já não é a mesma de antes feliz, e vivida,
Nos saudosos tempos de outrora?
Pra que serve mais viver, se a saudade,
É tudo que me restou, e que me invade,
Em todo momento, e a qualquer hora?

Partiu de mansinho, sem nenhuma despedida,
Nem sequer pensou que a sua partida,
Chegasse a ferir de alguém, o coração.
Levou consigo a alegria e a felicidade,
De um ser que jamais esperou tanta maldade,
E uma prova de tamanha ingratidão.

Sem alento, desprezado e de coração partido,
Sigo caminhando sozinho e desiludido,
Neste mundo cruel e sem compaixão.
Descrente do amor e descrente de tudo,
Desisti de amar, pois assim não me iludo,
Nem tampouco degrado, meu pobre coração.

E, por nada mais ansiar, e nenhuma esperança,
Seguirei meus passos, só com a lembrança,
Dos dias felizes, com muito amor e paixão.
Levarei na bagagem muita dor e sofrimentos,
Saciarei minha sede com os meus tormentos,
E matarei minha fome, com a minha desilusão.

R.S. Furtado