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segunda-feira, 20 de maio de 2019

Contraste.


CONTRASTE

Toda em amor desperta apaixonada,
Nos meus braços caía languemente.
De passos em desmaios, abrasadas,
Pela caricia do meu beijo ardente.

Coração, alma, vida, me entregava,
E, nas juras de amor que eu lhe fazia.
Ela tão meigamente acreditava,
No entanto eu lhe fingia...
Pela mulher que assim me idolatrava,
Dentro em meu peito, amor não existia...

Depois ela por certo compreendendo,
Do meu afeto o simples fingimento.
Seu louco amor por mim fenecendo,
E nascendo de então o meu tormento.

Minhas juras de amor não acatavam,
Nos seus em flor já não queria,
O meu beijo que tanto lhe abrasara.
No entanto eu não fingia.
Pela mulher que assim me precisava,
Dentro em meu peito, amor muito existia.

R.S. Furtado


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Contraste.

 

CONTRASTE

Toda em amor desperta apaixonada,
Nos meus braços caía languemente.
De passos em desmaios, abrasadas,
Pela caricia do meu beijo ardente.

Coração, alma, vida, me entregava,
E, nas juras de amor que eu lhe fazia.
Ela tão meigamente acreditava,
No entanto eu lhe fingia...
Pela mulher que assim me idolatrava,
Dentro em meu peito, amor não existia...

Depois ela por certo compreendendo,
Do meu afeto o simples fingimento.
Seu louco amor por mim fenecendo,
E nascendo de então o meu tormento.

Minhas juras de amor não acatavam,
Nos seus em flor já não queria,
O meu beijo que tanto lhe abrasara.
No entanto eu não fingia.
Pela mulher que assim me precisava,
Dentro em meu peito, amor muito existia.

R.S. Furtado

domingo, 8 de dezembro de 2013

Contraste.

CONTRASTE

Jaz na igreja, estendido em caixão precioso,
Um membro da nobreza... Em pranto estão rendidos
Os filhos seus, a viúva; e esta, a chamar o esposo,
Roga-lhe em alta voz que atenda os seus gemidos.

Os circunstantes, ante a cena, comovidos,
Põem-se a soluçar pelo amigo saudoso;
Uns, refletem, talvez, que também são maridos
E um dia a morte vem roubar-lhes todo do gozo.

Mais tarde um outro esquife é posto na capela...
O silêncio domina o ambiente funéreo,
Em volta do plebeu, sobre a tumba singela...

Daqui, o último sono ao descanso transfere-o,
Pois dormiu no Senhor, que os humanos nivela,
Quando a vida findar, no pó do cemitério.

Elias Medeiros Ferro
Frei Elias Medeiros Ferro nasceu em Palmeira dos Índios, em 15 de março de 1905. Filho de Isiano Ferreira Ferro e Maria Rosa Medeiros, não freqüentou a escola. Autodidata, auxiliar do comércio, trabalhou quatro anos na casa comercial do escritor Graciliano Ramos, seu parente. Em 1928, ingressou no Convento do Carmo, de Salvador-BA, onde fez o noviciado e a profissão religiosa, na ordem dos carmelitas. Sempre residiu no Convento, onde, com outros irmãos, fundou o Museu do Carmo. Passou seus últimos anos em Maceió, morrendo na capital alagoana.

Entre suas principais obras, encontram-se: Flores do Outono (Bahia, 1956) – poesias; Tarde de Outono (Bahia, 1958) – poesias; Cânticos do Arrebol (Bahia, 1961) – poesias; Poesias Completas (Bahia, 1964) – poesias; Poesias Escolhidas (Bahia, 1968) – poesias, 2ª. Edição em 1971.

Fonte: A Poesia do Brasil

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domingo, 16 de agosto de 2009

Contraste.

CONTRASTE
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Toda em amor desperta apaixonada,
Nos meus braços caía languemente.
De passos em desmaios, abrasadas,
Pela caricia do meu beijo ardente.

Coração, alma, vida, me entregava,
E, nas juras de amor que eu lhe fazia.
Ela tão meigamente acreditava,
No entanto eu lhe fingia...
Pela mulher que assim me idolatrava,
Dentro em meu peito, amor não existia...

Depois ela por certo compreendendo,
Do meu afeto o simples fingimento.
Seu louco amor por mim fenecendo,
E nascendo de então o meu tormento.

Minhas juras de amor não acatavam,
Nos seus em flor já não queria,
O meu beijo que tanto lhe abrasara.
No entanto eu não fingia.
Pela mulher que assim me precisava,
Dentro em meu peito, amor muito existia.

R.S. Furtado.