sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Canto de regresso à pátria.


CANTO DE REGRESSO À PÁTRIA

Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
Minha terra tem mais rosas
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo.

Oswald de Andrade


José Oswald de Souza Andrade nasceu em São Paulo, em 1890. Jornalista e advogado, fundou a revista O Pirralho, em 1911, bacharelando-se pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1919. Mais tarde, trabalhou para o Diário Popular, Correio Paulistano, Correio da Manhã, O Estado de São Paulo.

Participou ativamente da Semana de Arte Moderna de 1922, da qual foi um dos organizadores. Amigo de Mário de Andrade, formou com ele a dupla de maior expressão do movimento modernista. Posteriormente a 1922, desencadeou dois movimentos, o Pau-Brasil (1924/25) e o da Antropofagia (1928). O primeiro, utilizando elementos da vanguarda francesa, pregava a criação de uma poesia primitiva e nacionalista, fruto da união de uma cultura nativa com uma cultura intelectualizada. Sua proposta é a de unir a floresta e a escola. O segundo movimento questionava a estrutura política, econômica e cultural do país, entendida como uma herança deixada pelo colonizador. Em maio de 1928, colocou em circulação o primeiro número da Revista de Antropofagia, primeira dentição.

Entre 1922 e 1934, publicou a Trilogia do exílio formada pelos romances Os condenados (1922), Estrela de absinto (1927) e A escada vermelha (1934). Paralelamente à sua intensa atividade literária, OSWALD DE ANDRADE envolveu-se com o clima de radicalização política dominante no país após a Revolução de 1930, tendo ingressado no início da década no Partido Comunista Brasileiro, então Partido Comunista do Brasil (PCB). Nesse período, escreveu três peças de teatro: O homem e o cavalo (1934), A morta e O rei da vela (1937).

Adversário do integralismo, do nazi-facismo e da ditadura do Estado Novo (1937-1945), em 1940, através de uma carta-desafio, lançou-se candidato à Academia Brasileira de Letras (ABL), não sendo, contudo, eleito. Em 1945 participou do I Congresso Brasileiro de Escritores, rompendo com o PCB. Naquele mesmo ano obteve a livre-docência de literatura brasileira na cadeira de literatura brasileira na USP com a tese A crise da filosofia messiânica. Faleceu em São Paulo em 1954.

Além das já citadas, devem ser mencionadas as seguintes obras de sua autoria: Pau-Brasil (1925), Memórias sentimentais de João Miramar (1927), Manifesto Antropofágico (1928), Serafim Ponte Grande (1933), A revolução melancólica (1943), Ponta de lança, A Arcádia e a Inconfidência (1945) Chão (1946) e Sob as ordens de mamãe (1954).

Fonte: www.cpdoc.fgv.br

11 comentários:

reltih disse...

DEFENITIVAMENTE... TODA LA TIERRA ES BELLA.
un abrazo

Rosane Marega disse...

Rosemildo, você só posta texto BOnS e eu me encanto, cada postagem é uma aula, uma viagem, nossa muito gostoso.
Beijossssssssssss

POESIA CÁ E LÁ disse...

Sempre digno de aplausos este blog.

Beijos ternurentos

Clau Assi

Vivian disse...

...bom dia, moço!

sempre muito bom entrar
aqui e aprender um pouco
mais com as riquezas literárias
de nossa terra!

obrigada sempre!

beijokas procê!

bom fim de semana, querido!

Valéria Sorohan disse...

Isso pra mim é como um presente, já ouvi essa poesia sento recitada pelo ator Paulo José no Museu da Língua Portuguesa, é de arrepiar.

BeijooO*

Wanderley Elian Lima disse...

Olá Amigo
Deve ser muito triste ter que abandonar a terra natal. Eu nasci aqui em BH e aqui pretendo ser enterrado.
Abração

Andradarte disse...

Isso é verdade...não há Terra como a nossa, ou não existisse a saudade....
Abraço

Misturação - Ana Karla disse...

Passei para aprender mais.
Essa poesia é lindaaa!
Bom final de semana.
Xeros

Mariana disse...

Romildo a internet tem algo mt belo, q é termos amigos q nos ensinam e proporcionam conhecimento de graça.
Vir no teu canto é a certeza de aprendizagem.
beijos

Livinha disse...

Lindo poema...
Grnde Osvald de Andrade.

Naquela época até que ainda era bom pensar em Sampa, mas hoje meu amigo, ele abandonaria a poesia sobre, Sampa já não é mais aquela

Belíssima escolha.

Feliz fds

Bjs

Livinha

Rosane Marega disse...

Rosemildo, passei para deixar beijinhossssss

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