domingo, 6 de novembro de 2011

Criação da Homeopatia.

 Samuel Hahnemann

CRIAÇÃO DA HOMEOPATIA 

1820Samuel Hahnemann cria a Homeopatia. Médico alemão, nasceu a 10 de abril de 1755, na Saxônia. Faleceu a 2 de julho de 1843. Em 1790, traduzindo a Matéria Médica de Crellem, ficou impressionado pala descrição das propriedades do quinino. Estudando-as minuciosamente e experimentando-as em si mesmo, percebeu que esta droga desencadeava nele crises febris, idênticas àquelas que são habitualmente tratadas e curadas pelo quinino. Renovou com afinco as experiências com o quinino e estendeu-as ao mercúrio, à beladona e ao digital, comprovando a antiga lei de semelhança: “as substâncias que provocam determinadas anomalias, servem para curar anomalias semelhantes às provocadas”. Descobrindo o poder dos remédios diluídos, funda a Homeopatia

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto, e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 2, páginas 341/342. 

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sábado, 5 de novembro de 2011

Em Monastir.


EM MONASTIR 

Das muralhas de Monastir 
percebo séculos de enfrentamentos 
vastidões sem fim 
e nenhuma remissão. 

Muçulmanos e cristãos 
numa investida sem concertação 
até os confins da terra 
até os fins dos tempos. 

Estão filmando O Nazareno
e figurantes árabes se vestem como judeus 
e açoitam o divino descendente. 

O produtor inglês, depois, entrega cheques à multidão 
que invade o super-mercado 
no milagre da multiplicação dos pães. 

Antônio Miranda 


Antonio Lisboa Carvalho de Miranda é maranhense nascido em 5 de agosto de 1940. Membro da Academia de Letras do Distrito Federal, foi colaborador de revistas e suplementos literários como o Suplemento Dominical do Jornal do Brasil e também o La Nación (Buenos Aires, Argentina) e Imagen (Caracas, Venezuela). 

Professor e ex-coordenador do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação do Departamento de Ciência da Informação e Documentação da Universidade de Brasília, Brasil, ministra aulas e cursos por todo o Brasil e países ibero-americanos. Também é consultor em planejamento e arquitetura de Bibliotecas e Centros de Documentação.  

Exerce atualmente a função de Diretor (interino) da Biblioteca Nacional de Brasilia, desde fevereiro de 2007. 

Doutor em Ciência da Comunicação (Universidade de São Paulo, 1987), fez mestrado em Biblioteconomia na Loughborough University of Technology, LUT, Inglaterra, 1975. Sua formação em Bibliotecologia é da Universidad Central de Venezuela, UCV, Venezuela, 1970. 

Diretor da Biblioteca Nacional de Brasília desde março de 2007. 

Fonte: http://www.antoniomiranda.com.br

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

"Problemas".


"PROBLEMAS" 

“Às vezes um probleminha é necessário porque, além de exigir um certo exercício mental, nos beneficia com a emoção sentida quando na sua solução.” 

R.S. Furtado 

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A porta aporta.


A PORTA APORTA 

a porta roda ao invés da lua 
a porta roda bússula enterrada ao invés dos olhos 
a porta geme é um cão nocturno 
a porta geme extinta na trela da noite 
a porta areia a porta caruncho pária de mar 
a porta maré que vem e que vai que bate e que fecha 
a porta com máscara de morte 
a porta sem sorte 
a porta joelho na alma das portas 
a porta mulher da casa de passe 
a porta manchou a manhã com o grito de porta 
a porta enforcada no mastro da casa 
a porta por asa 
a porta roda a porta sexo a vida toda 
a porta tosca da madrugada pregos são estrelas mortas 
a porta pregada a porta leilão 
a porta batente 
a porta aranha por coração 
a porta tu 
a porta eu 
a porta ninguém na terra pequena 
a porta roda 
a porta geme 
a porta facho 
a porta leme 

Luíza Neto Jorge 


Poetisa portuguesa nascida a 10 de maio de 1939, em Lisboa, e falecida a 23 de fevereiro de 1989, na mesma cidade. Frequentou o curso de Filologia Românica na Faculdade de Letras de Lisboa e viveu em Paris, entre 1962 e 1970. Autora de guiões cinematográficos e de adaptações teatrais, Luíza Neto Jorge desenvolveu a atividade de tradutora, tendo traduzido, entre muitos outros autores, Apollinaire, Aragon, Artaud, Céline, Éluard, Genet, Ionesco, Michaux, Raimond Queneau, Jarry, Nerval, Boris Vian, Yourcenard. Integrou o grupo que se reuniu em torno do projeto Poesia 61, antologia poética, organizada em fascículos, que reúne textos de Casimiro de Brito, Fiama Hasse Pais Brandão, Gastão Cruz e Maria Teresa Horta, e onde publicou Quarta Dimensão. Embora a sua poesia se aproxime dos textos poéticos aí recolhidos no que espelham de uma tendência poética que, durante a década de 60, dá privilégio à palavra, à linguagem na sua opacidade, na busca de uma expressão depurada e não discursiva, ao cuidado posto na construção do poema, Luiza Neto Jorge diferencia-se quer pela importância que o legado surrealista tem na sua escrita, quer pela capacidade de diálogo com a tradição lírica. A sua obra poética distingue-se, num cerrado rigor construtivo, pela contenção emotiva e pelo despojamento de tudo o que é redundante face à contundência da palavra exata, numa capacidade de fusão entre poesia discursiva e poesia imagética, de transmitir a rutura com o senso comum numa expressão lapidar, onde as palavras são, "em si mesmas, pura dinamite, uma permanente vertigem, uma constante transgressão." (cf. CRUZ, Gastão, A Poesia Portuguesa Hoje, 1999, pp.153-163).

Fonte: Infopédia. 

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Primeiro Teórico Musical.


PRIMEIRO TEÓRICO MUSICAL 

2500 – Surge o Primeiro Teórico Musical do MundoLing-Lun é o primeiro teórico musical que se conhece no mundo. Ele estabeleceu como base da música o sistema de cinco tons distintos, chamado escala pentatônica. É sumamente interessante ver como esta doutrina musical domina não somente a quase todos os povos asiáticos e alguns primitivos europeus, como a muitos grupos de indígenas africanos e americanos. Também chamam a atenção os nomes simbólicos que o sábio Ling-Lun deu as cinco notas, relacionando cada uma com uma classe social: Kong, a primeira e mais alta nota simbólica, o imperador; Chang, a segunda, significa ministro; Kio, a terceira, leva o sentido de população urbana; Tchi, a quarta, expressa os serviços públicos; e, finalmente, Yu, a última e mais baixa nota, representa os camponeses. Daqui se depreende que a escala chinesa é contrária a nossa, o que vale dizer, descendente. Pois também existia na china outro sistema tonal, posterior ao pentatônico e sumamente complicado; parece que nele já apareciam os doze semitons da nossa música. Por tudo isso e pelos raros documentos que nos legaram sobre os instrumentos chineses, tão desencontradas quão tristes e solenes, nada sabemos de sua música propriamente dita, que fez parte muito essencial de sua vasta civilização. 

Nota: Este trabalho é o resultado de uma pesquisa realizada pelo ilustre professor Elias Barreto e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 01, página 11.

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