Mostrando postagens com marcador Lábios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lábios. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Poder estar contigo agora.


PODER ESTAR CONTIGO AGORA 

Ah! Se eu pudesse estar contigo agora,
Sentir o teu calor mesmo por um momento.
Acariciar tua pele, como nos tempos de outrora,
E beijar-te os lábios, já seria um alento.

Ah! Se eu pudesse estar contigo novamente,
Retornar aos lugares belos e aprazíveis.
Onde, envolvidos com nossos corpos quentes,
Vivemos os nossos dias mais felizes.

Poder estar contigo agora novamente é sonho?
Se sonho ou realidade, pra mim não importa.
Pra ti reservo-me, pra ninguém me disponho,
Pois a esperança de te encontrar, ainda não está morta.

Quem sabe, amanhã, depois, em algum tempo,
Vou sorrir, chorar, vislumbrar o firmamento,
Correr o mundo, e gritar por aí a fora.
Que o que vivo é real, não é pensamento,
E que Deus, nosso pai, realizou o meu intento,
De novamente, poder estar contigo agora.

R.S. Furtado

segunda-feira, 11 de março de 2019

O Beija-Flor.


O BEIJA-FLOR

Quanto é feliz o beija-flor ligeiro,
Com seu vaivém ditoso e descuidado.
Beijando as flores passa o dia inteiro,
Porque de toda flor é namorado.

Lento em seus voos como um bandoleiro,
Brando ele volta e beija alvoroçado.
Seja em jardim, ou pousam no canteiro,
Ou seja, a mais singela flor no prado.

Felizes esses sábios traquinas.
Como sabem beijar com poesia,
Rosas, violetas, dálias e cravinas.

Se eu fosse um beija-flor, nos voos meus,
Venturoso eu apenas beijaria,
A envolvente flor dos lábios teus. 

R.S. Furtado 


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Solidão.


SOLIDÃO

Já vem bem alta, a noite fria e calma,
A lua vaga na amplidão celeste.
Nem de leve se mexe uma só palma,
O luar nevado todo o globo veste.

Solidão no viver, angústias na alma.
O tédio atroz contra meu ser inerte,
Sem um seio que afagos manifestem
Meu abrasado peito não se acalma.

Quantos lábios estão nesta hora unidos,
Comungando com beijos repetidos,
Um forte amor e sempre renovado.

Ao rigor desta minha soledade,
Como refugio abraço-me a saudade,
Volvendo as frias cinzas do passado.

R.S. Furtado

Visite também:
Clicando aqui: