SOLIDÃO
Já
vem bem alta, a noite fria e calma,
A
lua vaga na amplidão celeste.
Nem
de leve se mexe uma só palma,
O
luar nevado todo o globo veste.
Solidão
no viver, angústias na alma.
O
tédio atroz contra meu ser inerte,
Sem
um seio que afagos manifestem
Meu
abrasado peito não se acalma.
Quantos
lábios estão nesta hora unidos,
Comungando
com beijos repetidos,
Um
forte amor e sempre renovado.
Ao
rigor desta minha soledade,
Como
refugio abraço-me a saudade,
Volvendo
as frias cinzas do passado.
R.S.
Furtado
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