quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Hora aflita.

HORA AFLITA

Vêm os dias de angústia; os mais amenos
Passaram... hoje a sorte que intimida
Põe nos meus olhos calmos e serenos
Uma ansiedade quase irreprimida.

Mas isto passa. Todos mais ou menos
Passam por isto: acalma-te, querida!
A vida é grande e somos tão pequenos
Que encontraremos um lugar na vida.

Ah! Tu bem sabes! Todo o mundo sabe
O que é natural que atrás desta parede
O pão nos falte e todo o vinho acabe.

– Tudo nos falta, mas não nos consome,
Quem tem água nos olhos não tem sede,
Quem tem beijos na boca não tem fome.

Virgílio Brígido Filho
 

Virgílio Brígido – Filho do Coronel Raymundo Vossio Brigido das Santos e D. Pacifica de Medeiros Brígido, nasceu na povoação de Santa Cruz, da comarca de Uruburetama, a 24 de Abril de 1854. Pelo lado materno pertence á família Azevedo e Sá. Genro do Commendador Felício de Souza Brandão, que foi empregado d'Alfandega do Rio de Janeiro e faleceu victima de um desastre de automóvel a 31 de julho de 1913. Cursou humanidades no... Leia mais aqui:

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8 comentários:

✿ chica disse...

Gostei muito, mais uma bela leitura por aqui tu nos proporcionas! Valeu! abração, lindo dia! chica

Maria Teresa Valente disse...

Com amor nada mais nos falta, lindo e romântico. boa escolha. Agradeço, abraços carinhosos
Maria Teresa

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Lindíssimo! Boa escolha!
Bons dias,
Renata

Laura Santos disse...

Outro grande poeta! O soneto é maravilhoso e quem me dera escrever um dia um soneto que a este se aproximasse...:-) Realmente quem tem água nos olhos não sente sede e o beijo sacia a fome. E todos nós por mais pequenos teremos sempre o nosso lugar neste universo.
Gostei muito.
xx

Wanderley Elian Lima disse...

Angústia não é privilégio de ninguém, mas isso passa, principalmente quando o amor resiste.
Abração

Edumanes disse...

Hora aflita,
meio copo de vinho
em cima de uma mesita
dentro de um prato um pãozinho
para satisfazer a barriguita
viva o velho e viva o novo
dessa casa viva toda a família
gente humilde, gente do povo!

Boa noite amigo Furtado, um abraço.
Eduardo.

ReltiH disse...

EXCELENTÍSIMO SONETO.
UN ABRAZO

MARILENE disse...

A força do amor diante das vicissitudes da vida. Grandioso soneto! Abraço.

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