domingo, 2 de outubro de 2011

A invenção do Jogo de Xadrez.


A INVENÇÃO DO JOGO DE XADREZ 

3000 a.C. – Inventa-se no Ceilão (Ilha do Sul do Indostão), o jogo de xadrez, que é introduzido na Índia e outros países do Oriente. Atribui-se a invenção desse jogo a Sissa, um brâmane. Vivia na corte do rajá indiano Balhait. Tratava-se dum sábio. Por isso o rei pediu-lhe que criasse um jogo capaz de demonstrar as qualidades da prudência, diligência, visão e conhecimento. Deveria opor-se ao fatalista “nard” (gamão) em que o resultado é decidido pela sorte. Sissa apresentou ao rei um tabuleiro de xadrez. Suas peças representavam os quatro elementos do exército indiano, carros, cavalos, elefantes e soldados a pé, comandados por um rei e seu vizir. Sissa explicou que escolhera a guerra como modelo para o jogo, porque via nela a escola mais eficiente, onde se aprendia o valor da decisão, do vigor, da persistência, da ponderação e da coragem. Sissa fez-lhe ver, ainda, que o rei, a peça mais importante de nada valia sem a ajuda dos seus súditos. Balhait ficou maravilhado com o jogo. Ordenou que ele fosse ensinado nos templos. Via nos seus princípios o fundamento de toda justiça. Disse então a Sissa: - “Pedi qualquer recompensa que desejardes, será vossa”. Este, na qualidade de cientista, querendo pregar-lhe uma nova lição, respondeu: - “Dai-me uma recompensa em grãos de milho sobre o tabuleiro de xadrez. Na primeira casa, um grão; na segunda, dois; na terceira, quatro; na quarta, o dobro de quatro; e assim por diante, até a última casa.” O rei ordenou que fosse trazido o milho. No entanto, antes que tivesse atingida a trigésima casa, todo o milho da Índia estava esgotado. Preocupado, olhou para Sissa, mas este disse, sorrindo, que já sabia não lhe ser possível receber a recompensa pedida, porque a quantidade necessária cobriria toda a superfície da terra com uma camada de nove polegadas de espessura. Conta-se que o rei não soube o que mais admirar, se a invenção do xadrez ou o engenhoso pedido de Sissa. Esse fabuloso número, modesto na aparência, envolvendo a formula 2 64-1, atinge a soma de........... 18 446 744 073 709 551 615 grãos. Esse total, comenta o escritor árabe Al Beruni, corresponde a 2.305 montanhas, o que é mais do que o mundo inteiro contém. 

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas feitas pelo ilustre professor Elias Barreto e publicado pela “Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas”, edição de 1962, volume 1, páginas 9 e 10. 

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sábado, 1 de outubro de 2011

Prece.

 
PRECE 

Na Igreja 
Da Graça 
Em Beja, 
Existe 
Uma Nossa Senhora da Saudade 
A sua alegria é uma alegria triste 
Mas agora a tristeza é uma fonte de bondade 
Uma lágrima vence o seu sorriso 
E há no se esplendor da sua mocidade 
O clarão de um crepúsculo indeciso 
A iluminar uma saudade. 
É esta a Santa dos Expatriados 
Que floresce e viceja 
Nos corações dos exilados 
Que rezam nessa Igreja 
Nossa Senhora da Saudade, 
Padroeira de Portugal 
Senhora dos que sofrem, dos que penam 
Longe dos seus e do país natal. 

Dr. Júlio Prestes de Albuquerque 
(Amigo da família Pereira de Moraes) 
Portugal 1932 


Júlio Prestes de Albuquerque nasceu em Itapetinga/SP, no dia 15 de março de 1882 e faleceu na cidade de São Paulo/SP, no dia 9 de fevereiro de 1946. Bacharelado pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1906, começou a advogar na capital paulista. Certamente influenciado por seu pai, coronel Fernando Prestes de Albuquerque - que fora presidente do Estado (1898-1900) e por três vezes vice-presidente -, ingressou na política, elegendo-se, em 1909, deputado estadual, reeleito nas cinco legislaturas seguintes. 

Líder da bancada paulista na Câmara Federal, para a qual foi eleito em 1919, assumiu o governo do Estado de São Paulo em 1927, para depois candidatar-se à presidência da República em 1930. 

Sua candidatura, imposta por Washington Luís, motivou a formação da Aliança Liberal no processo que desencadeou a revolução de 1930, quando São Paulo perdeu a supremacia na direção dos negócios públicos. 

Dessa forma, Júlio Prestes sagrou-se vitorioso nas urnas, mas não chegou a tomar posse, impedido pela Revolução de 30, que levaria Getúlio Vargas ao poder. 

Exilado na Europa, Júlio Prestes regressou ao Brasil em 1934, afastando-se da política daí por diante. 

Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional.

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

"Crescer ou Inchar?"


"CRESCER OU INCHAR?"

“Crescer é uma coisa e inchar é outra totalmente diferente, pois o crescimento é feito de uma forma responsável, coordenada e bem alicerçada, enquanto que, o inchaço, é como uma balão inflado, estoura quando espetado.” 

R.S. Furtado.

PS. Este mesmo post foi publicado no dia 12 de março próximo passado. Resolvi republicá-lo, por acreditar que muitos não entenderam a mensagem. 

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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Bocage.


BOCAGE 

Naquele ano fatal da Grande Perdição 
Que deflagrou, no mundo, un nouvel âge, 
Chegou aqui surgido de Cantão, 
Pra onde o arrebatara o furor de um tufão, 
poeta Bocage. 

Achou a terra decadente e estranha 
E a gente ora mendiga ora devassa. 
E enquanto, num soneto, a satiriza, entoa 
Meigas estrofes à "magnânima Saldanha" 
(Marília, ao celebrar-lhe a formusura e a graça) 
E um hino de lisonjas à "preclara Hulhoa" 

Quase um ano inteiro (quase uma vida inteira!) 
Por Macau bocejou e vageou à toa. 
Mas, por mercê de Lázaro Ferreira, 
Um dia, enfim, pôde enrolar a esteira 
E voltar a Lisboa. 
A cidade, porém, não lhe esqueceu o vulto 
(Esqueceu o soneto que é justo, sem ser mau): 
Hoje, uma rua, rende-lhe culto. 
-É quanto o poeta tem em Macau. 

António Manuel 


António Manuel Couto Viana, nasceu em Viana do Castelo a 24 de Janeiro de 1923, filho de um ilustre minhoto e de uma asturiana, e faleceu em Lisboa a 8 de Junho de 2010. Poeta, dramaturgo, contista, ensaísta, memorialista, tradutor, gastrólogo e autor de livros para crianças, foi também empresário teatral, director artístico, encenador e actor. Publicou meia centena de livros de poesia e mais de 80 títulos de outros géneros literários. Dirigiu e encenou mais de duzentos espectáculos de teatro infanto-juvenil, para adultos, de ópera e opereta. Obteve, tanto pela sua obra poética e literária como pela actividade artística, numerosos e valiosos prémios. Dirigiu, com David Mourão- Ferreira e Luís de Macedo, as folhas de poesia Távola Redonda e foi director da revista de cultura Graal. Participou em alguns filmes portugueses e estrangeiros, em dezenas de peças para a televisão, como vários programas culturais na TV e Rádio. A sua poesia está traduzida em espanhol, inglês, francês, alemão, russo e chinês. 

Fonte: http://www.wook.pt/ 

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A Idade da Poesia Lírica e 
A Tragédia e a Comédia.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Rosa dos ventos.


ROSA DOS VENTOS 

O vício se alastra noite dentro 
e a cidade se rende ao rumor de vozes 
Todavia não era mais este o tempo sombrio 
em que cada um se fecha dentro de sua dor 
ou finge sorrir dentro da falsa alegria 
Contornado o vazio da memória 
apenas os pássaros enlouquecidos buscam agora 
o rumo perdido da rosa dos ventos 

José Vicente Lopes


José Vicente Lopes nasceu na cidade de Mindelo, Ilha de São Vicente, a 6 de outubro de 1959, com vivência em São Tomé e Príncipe, Angola, Portugal e Brasil. Reside atualmente na cidade da Praia. É jornalista, formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil. Poeta, contista e ensaísta, os seus textos encontram-se publicados, de forma dispersa, pela imprensa caboverdiana e estrangeira. 

Fonte: http://www.antoniomiranda.com.br/ 

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