terça-feira, 11 de outubro de 2011

"Caridade"


"CARIDADE" 

“A caridade é mais valiosa perante DEUS, quando não é sucedida de arrependimento e/ou lamentações.” 

R.S. Furtado. 

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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

H



Sei que dez anos nos separam de pedras 
e raízes nos ouvidos 

e ver-te, ó menina do quarto vermelho, 
era ver a tua bondade, o teu olhar terno 
de Borboleta no Infinito 

e toda essa sucessão de pontos vermelhos no espaço 
em que tu eras uma estrela que caiu 
e incendiou a terra 

lá longe numa fonte cheia de fogos-fátuos. 

António Maria Lisboa 


Nasce em Lisboa, a 1 de Agosto de 1928. Frequenta o Ensino Técnico. A partir de 1947 forma com Pedro Oom e Henrique Risques Pereira um pequeno grupo à parte das actividades dos surrealistas. Em Março de 1949 parte para Paris, onde permanece por dois meses. Datam provavelmente daí os seus primeiros contactos com o Hinduísmo, a Egiptologia, com o Ocultismo em geral. De volta a Lisboa, colabora com poemas e desenhos de títulos estranhos (Pequena Históra a Mais Fantástica dos Amorosos, Marfim Peixe, etc.) na qual se chamou «1 Exposição dos Surrealistas», do grupo dissidente. A partir dessa altura, a amizade com Mário Cesariny acompanhá-lo-ia até aos últimos dias. Em 1950 colabora na redacção de vários manifestos e, em carta a Cesariny, faz as primeiras declarações com referência aos objectivos do movimento surrealista. Apesar da aproximação, Lisboa prefere intitular-se «metacientista», e não surrealista, porque, argumenta, numa carta a Mário Cesariny, a «Surrealidade não é só do Surrealismo, o Surreal é do Poeta de todos os tempos, de todos os grandes poetas». Morreu de tuberculose com 25 anos. 

Fonte: http://www.portaldaliteratura.co/autores.php?autor=303#ixzz1a85B7B3d 

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domingo, 9 de outubro de 2011

Quando eu fui chão para lagrimaterrizagem.


QUANDO EU FUI CHÃO 
PARA LAGRIMATERRIZAGEM 

de tanta, risada 
a hiena ganhou vício 
de lacrimealeijar. 
porque um dia 
exercitei-me de raiz, 
compus-me de lamas. 
a hiena passante, 
desconhecendo. 
e, quando parante, irrisonha. 
(mas: para testemunhá-la 
há que ser existido anedoticamente.) 
enraizado para espreitações 
— sub-hienado — 
vitimizei-me de suas goticulares esferas, 
íris desfalecendo humidades. 
na provação, soube-me: 
de tanto risar tanto 
a hiena lacrimealeija é sementes. 
sementes para flores salinas. 

Ondjaki 


Ndalu de Almeida, (Luanda, 1977) mais conhecido por seu pseudónimo Ondjaki, é um escritor angolano. Estudou em Luanda e concluiu licenciatura em sociologia em Lisboa. Possui experiência na área do teatro e da pintura. Em 2000, obtém o segundo lugar no concurso literário António Jacinto realizado em Angola, e publica o primeiro livro, Actu Sanguíneu. Depois de estudar por seis meses em Nova Iorque na Universidade de Columbia, filma com Kiluanje Liberdade o documentário Oxalá cresçam pitangas - histórias da Luanda. As suas obras foram traduzidas para diversas línguas, entre elas francês, inglês, alemão, italiano, espanhol e chinês. Foi laureado pelo Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco em 2007, pelo seu livro Os da Minha Rua. Recebeu, na Etiópia, o prémio Grinzane por melhor escritor africano de 2008. Em Outubro de 2010 ganhou, no Brasil, o Prémio Jabuti, na categoria Juvenil, com o romance AvóDezanove e o Segredo do Soviético. O Jabuti é um dos mais importantes prémios literários brasileiros atribuído em 21 categorias. 

Atualmente, mora no Brasil, no Rio de Janeiro. 

Fonte: Wikipédia. 

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sábado, 8 de outubro de 2011

O primeiro tulo de Doutor em Medicina.


O PRIMEIRO TÍTULO DE DOUTOR EM MEDICINA. 

1220Guilherme Gordênio é o primeiro homem no mundo que obtém o título de Doutor em Medicina. Cidadão italiano, gradua-se pelo Colégio de Aosta, neste ano. Ora, desde a mais remota antiguidade, os homens que se dedicavam ao exercício da medicina eram muito considerados pelos seus talentos e cultura. Tal exercício era reservado, em certos países, à classe sacerdotal; contudo, podia geralmente fazer de médico todo aquele que se julgasse com suficientes conhecimentos para isso. Somente na segunda metade da Idade Média é que se regulamenta, de certa forma, a profissão. No século XII, na França, não se podia praticar a medicina sem passar previamente por exercício universitário. E o primeiro homem no mundo que obteve o diploma de médico foi o italiano Guilherme Gordênio, graduado pelo Colégio de Aosta, em 1220. 

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto, e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 1, página 90. 

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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O pinheiro.


O PINHEIRO 

Quem tem pinheiros tem pinhas 
Quem tem pinheiros tem pinhões, 
Quem tem amores tem zelos 
Quem tem zelos tem paixões. 

Quem tem pinheiro tem pinha 
Quem tem pinheiro tem pinhão, 
Do homem nasce a firmeza, 
Da mulher a ingratidão. 

Oh! que pinheiro tão alto, 
Com tamanha galharada; 
Nunca vi moça solteira 
Com tamanha filharada... 

Oh! que pinheiro tão alto, 
Que por alto se envergou, 
Que menina tão ingrata, 
Que d'ingrata me deixou! 

João Simões Lopes Neto 

João Simões Lopes Neto. O maior escritor regionalista do Rio Grande do Sul, nasceu em Pelotas, em 9 de março de 1865, na Estância da Graça, a 29 quilômetros da cidade e de propriedade de seu avô paterno, João Simões Lopes Filho, o Visconde da Graça - que chegou a ter uma orquestra particular composta por escravos em sua grande fazenda. Viveu na estância até 1876. Aos treze anos, foi para o Rio de Janeiro, estudar no famoso colégio Abílio. Em seguida, teria freqüentado até a terceira série da Faculdade de Medicina, mas sobre esta passagem acadêmica nunca houve provas. Retornando ao Sul, fixa-se em sua terra natal, Pelotas, então rica e próspera pelas mais de cinqüenta charqueadas que lhe davam a base econômica. Nesta cidade dinâmica e aristocrática, o jovem patrício enceta a mais bizarra, surpreendente e malograda trajetória vivida por um escritor gaúcho. Com idéias cheias de audácia, tornou-se um agente empreendedor da industrialização pelotense. Criou, mediante o sistema de cotas, uma fábrica de vidros, cujos operários eram todos franceses e os aprendizes, meninos pobres da região. Ler mais aqui. 

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/joao-simoes-lopes 

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