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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O pinheiro.


O PINHEIRO 

Quem tem pinheiros tem pinhas 
Quem tem pinheiros tem pinhões, 
Quem tem amores tem zelos 
Quem tem zelos tem paixões. 

Quem tem pinheiro tem pinha 
Quem tem pinheiro tem pinhão, 
Do homem nasce a firmeza, 
Da mulher a ingratidão. 

Oh! que pinheiro tão alto, 
Com tamanha galharada; 
Nunca vi moça solteira 
Com tamanha filharada... 

Oh! que pinheiro tão alto, 
Que por alto se envergou, 
Que menina tão ingrata, 
Que d'ingrata me deixou! 

João Simões Lopes Neto 

João Simões Lopes Neto. O maior escritor regionalista do Rio Grande do Sul, nasceu em Pelotas, em 9 de março de 1865, na Estância da Graça, a 29 quilômetros da cidade e de propriedade de seu avô paterno, João Simões Lopes Filho, o Visconde da Graça - que chegou a ter uma orquestra particular composta por escravos em sua grande fazenda. Viveu na estância até 1876. Aos treze anos, foi para o Rio de Janeiro, estudar no famoso colégio Abílio. Em seguida, teria freqüentado até a terceira série da Faculdade de Medicina, mas sobre esta passagem acadêmica nunca houve provas. Retornando ao Sul, fixa-se em sua terra natal, Pelotas, então rica e próspera pelas mais de cinqüenta charqueadas que lhe davam a base econômica. Nesta cidade dinâmica e aristocrática, o jovem patrício enceta a mais bizarra, surpreendente e malograda trajetória vivida por um escritor gaúcho. Com idéias cheias de audácia, tornou-se um agente empreendedor da industrialização pelotense. Criou, mediante o sistema de cotas, uma fábrica de vidros, cujos operários eram todos franceses e os aprendizes, meninos pobres da região. Ler mais aqui. 

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/joao-simoes-lopes 

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