sábado, 8 de outubro de 2011

O primeiro tulo de Doutor em Medicina.


O PRIMEIRO TÍTULO DE DOUTOR EM MEDICINA. 

1220Guilherme Gordênio é o primeiro homem no mundo que obtém o título de Doutor em Medicina. Cidadão italiano, gradua-se pelo Colégio de Aosta, neste ano. Ora, desde a mais remota antiguidade, os homens que se dedicavam ao exercício da medicina eram muito considerados pelos seus talentos e cultura. Tal exercício era reservado, em certos países, à classe sacerdotal; contudo, podia geralmente fazer de médico todo aquele que se julgasse com suficientes conhecimentos para isso. Somente na segunda metade da Idade Média é que se regulamenta, de certa forma, a profissão. No século XII, na França, não se podia praticar a medicina sem passar previamente por exercício universitário. E o primeiro homem no mundo que obteve o diploma de médico foi o italiano Guilherme Gordênio, graduado pelo Colégio de Aosta, em 1220. 

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto, e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 1, página 90. 

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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O pinheiro.


O PINHEIRO 

Quem tem pinheiros tem pinhas 
Quem tem pinheiros tem pinhões, 
Quem tem amores tem zelos 
Quem tem zelos tem paixões. 

Quem tem pinheiro tem pinha 
Quem tem pinheiro tem pinhão, 
Do homem nasce a firmeza, 
Da mulher a ingratidão. 

Oh! que pinheiro tão alto, 
Com tamanha galharada; 
Nunca vi moça solteira 
Com tamanha filharada... 

Oh! que pinheiro tão alto, 
Que por alto se envergou, 
Que menina tão ingrata, 
Que d'ingrata me deixou! 

João Simões Lopes Neto 

João Simões Lopes Neto. O maior escritor regionalista do Rio Grande do Sul, nasceu em Pelotas, em 9 de março de 1865, na Estância da Graça, a 29 quilômetros da cidade e de propriedade de seu avô paterno, João Simões Lopes Filho, o Visconde da Graça - que chegou a ter uma orquestra particular composta por escravos em sua grande fazenda. Viveu na estância até 1876. Aos treze anos, foi para o Rio de Janeiro, estudar no famoso colégio Abílio. Em seguida, teria freqüentado até a terceira série da Faculdade de Medicina, mas sobre esta passagem acadêmica nunca houve provas. Retornando ao Sul, fixa-se em sua terra natal, Pelotas, então rica e próspera pelas mais de cinqüenta charqueadas que lhe davam a base econômica. Nesta cidade dinâmica e aristocrática, o jovem patrício enceta a mais bizarra, surpreendente e malograda trajetória vivida por um escritor gaúcho. Com idéias cheias de audácia, tornou-se um agente empreendedor da industrialização pelotense. Criou, mediante o sistema de cotas, uma fábrica de vidros, cujos operários eram todos franceses e os aprendizes, meninos pobres da região. Ler mais aqui. 

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/joao-simoes-lopes 

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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

"Fortes x Fracos".


"FORTES X FRACOS" 

“A dignidade dos mais fortes está também no reconhecimento e no respeito às deficiências dos mais fracos.” 

R.S. Furtado. 

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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ilha de Moçambique.


ILHA DE MOÇAMBIQUE 

Desfeitos um por um os nós sombrios, 
Anulada a distancia entre o desejo 
E o sonho coincidente como um beijo, 
Exalei mapas que exalaram rios. 

Terra secreta, continentes frios, 
Ardei à luz dum sol que é rumorejo 
Para lá do que eu sou, do que eu invejo 
Aos elementos, aos altos navios! 

Trouxe de longe o palácio sepulto, 
A cobra semimorta, a bandarilha, 
E esqueci poços, prossegui oculto. 

Desdém que envolve por completo a quilha, 
Sou bem o rei saudoso do seu vulto, 
Vulto que existe infante numa ilha. 

Alberto de Lacerda 


Alberto Correia de Lacerda (Ilha de Moçambique, 20 de Setembro de 1928 – Londres, 26 de Agosto de 2007) foi um poeta português. 

Nascido no Norte de Moçambique, Alberto de Lacerda veio para Lisboa em 1946. Em 1951 fixou-se em Londres trabalhando como locutor e jornalista da BBC, efectuado um notável trabalho de divulgação de poetas como Camões, Pessoa e Sena. Nos anos seguintes viajou pela Europa e esteve no Brasil em 1959 e 1960. A partir de 1967 começa a leccionar na Universidade de Austin, no Texas, EUA, onde se manteve durante cinco anos, fazendo uma breve passagem pela Universidade de Colúmbia, de Nova Iorque, até se fixar, em 1972, como professor de poética, na Universidade de Boston, Massachusetts. 

Estreou-se em Portugal com uma série de poemas publicados na revista Portucale. Foi um dos fundadores da revista de poesia Távola Redonda. juntamente com Ruy Cinatti, António Manuel Couto Viana e David Mourão-Ferreira. Os seus poemas foram traduzidos para o inglês, castelhano, alemão e holandês, entre várias outras línguas. É descrito como possuindo uma linguagem pouco adjectivada mas rica em imagística, reveladora de um mundo misterioso oculto na vulgaridade das coisas. Alberto de Lacerda é também autor de colagens, tendo chegado a expor, nos anos 80, na Sociedade Nacional de Belas Artes, de Lisboa. 

Faleceu em Londres a 26 de Agosto de 2007. Apesar do número relativamente pequeno de obras publicadas, Lacerda deixou um vasto espólio e de grande importância, composto, nomeadamente, por correspondência com grandes figuras da cultura, estrangeiras e portuguesas, tais como Maria Helena Vieira da Silva e o marido Árpád Szenes ou ainda Paula rego

Fonte: Wikipédia. 

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Mitologia Crioula.


MITOLOGIA CRIOULA 

(In memorian do profeta Nhu Naxu) 

Nabucodonosor! 
Nabucodonosor! 

Onde estão a tua espada 
e a tua raiva 
nas brumas suculentas de Santiago? 

Os templos caíram em ruínas 
desde quando a eternidade 
ruía defronte dos galeões 
e desfazia-se nos basaltos das ribeiras 

As cidades de tão velhas 
metamorfosearam-se em aldeias 
e cobriam as faces da amnésia 

Os campos continuam perscrutantes 
e oferecem olhares melancólicos às urbes 
do nosso querer 

Os homens esses encontram-se presos 
em plena cidade 
pelas âncoras do vento 

Nabucodonosor! 
Nabucodonosor! 

José Luiz Hopffer Almada 


JOSÉ LUIZ HOPFFER C. ALMADA utiliza os nomes literários Zé di Sant’y Águ, Erasmo Cabral d’Amada, Tuna Furtado, Dionísio de Deus y Fonteana e Alma Dofer. 

Nasceu a nove de dezembro de 1960, no sítio de Kel-Len (Pombal), Conselho de  Santa Catarina (Ilha de Santiago), EM Cabo Verde.

A partir dos quatro anos de idade passou a residir com a família em Assombra, onde concluiu o Ensino Primário e o Ciclo Preparatório. 

Cursou os Liceus na Cidade Ada Praia, onde exerceu destacadas funções no movimento associativo estudantil e no seio da Juventude estudante Africana Cabral, liceal, de que foi militante até 1979. Enquanto estudante exerceu funções de responsabilidade em vários campos agropolíticos, tendo participado do XI Festival da Juventude e Estudantes (Cuba, 1978) e do Seminário de Cultura de Rufisque (Senegal, 1979). 

Licenciou-se em Direito pela Universidade Karl Marx, de Leipzig (1984). Foi co-fundador do Núcleo e do Movimento Pró-Cultura e da Revista de Artes, Letras e Cultura Fragmentos, de que é Diretor, um dos principais dinamizadores do Voz di Letra (suplemento cultura do jornal Voz di Povo) e a realizador do programa radiofônico de cultura “Gentes, Idéias, Cultura”. 

Foi-lhe atribuído, em 1978, o primeiro prêmio do Concurso Literário Nacional e, em 1979, o segundo prêmio ex-aequo do Concurso Literário Nacional, realizado nesse ano. Integrou a Comissão Nacional para o Acordo Ortográfico (1986/87), o júri do prêmio “Jorge Barbosa” (1987), a Comissão Nacional da Língua Cabo-verdiana e o conselho Nacional de Cultura. É membro fundador da Pro-Associação e da Associação dos Escritores Cabo-verdianos, bem como Associação dos Amigos do Conselho de Santa Catarina, cujas Direções integra. 

Participou do Simpósio sobre a Literatura e a Cultura Cabo-verdianas (Mindelo, 1986), do Simpósio Integral sobre a Poesia e o Sagrado (Liège, Bélgica, 1990), do Encontro sobre a Música Nacional (Praia, 1988) e de várias mesas-redondas sobre a Cultura. Tem trabalhos publicados no Voz di Letra, no VP – Caderno2, no Voz di Povo, no Jornal de Angola, nas revistas Fragmentos, Ponto e Virgula, Pré-textos, Seiva e Artiletra. Consta da antologia Changing Afrika, organizada pelo professor Gerald Moser (1992). Exerceu as funções de Diretor do Gabinete de Assuntos Jurídicos e de Legislação da Chefia do Governo. Para além da antologia Mirabilis – De Veias ao Sol, publicou À Sombra do Sol I e À Sombra do Sol II. Reside na Cidade da Praia. 

Fonte: http://www.antoniomiranda.com.br. 

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