terça-feira, 6 de setembro de 2011

Início da Anatomia dos vegetais.

 Nehemiah Grew
INÍCIO DA ANATOMIA DOS VEGETAIS 

1671 – (7 de dezembro) Nehemiah Grew (1641-1712), cientista inglês, publica o Inicio da Anatomia dos Vegetais, em que se encontra a estrutura microscópica das plantas, órgão por órgão, o caráter sexual das flores, em que o pistilo corresponde à fêmea, e os estames, com seu polem, ao macho. Este cientista ainda descobriu o sulfato de magnésio (Sal de Epsom)

 Marcelo Malpighi
1671 (a) – (7 de dezembro) No mesmo dia em que sai a obra de Nehemiah Grew, é publicada a obra do cientista italiano Marcelo Malpighi (1628-1694), professor da Universidade de Bolonha e médico particular do papa Inocêncio XII, que é o primeiro a descrever a estrutura dos pulmões, a natureza das papilas linguais, os corpúsculos do baço, as pirâmides dos rins e o desenvolvimento da semente e do embrião. 

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto, e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 1, página 158. 

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Doce deleite.


DOCE DELEITE

Doce deleite
na
fermentação
do meu (teu)
corpo
não se
esquece
do sal (doce)
que
se aquece
com o
meu (teu)
beijo.
resulta
na massa
quente
de
perfume
mel
em dose
dupla
de
doce
deleite.

Chris Herrmann


CHRISTINA MAGALHÃES HERRMANN (Chris Herrmann) - Carioca da gema, nasceu e cresceu no Rio de Janeiro. Cursou Letras (Literatura) na UFRJ, parcialmente filosofia e teologia na FACEN e cursou também Administração Básica na Fundação Getúlio Vargas e Propaganda & Marketing na ESPM. Estudou piano e teoria musical no Conservatório Brasileiro de Música (RJ). Já compôs músicas, é poeta, já participou de diversas antologias, dentro e fora do Brasil, como EUA e Espanha. Além disso, tem atuado na organização e divulgação de antologias e outros eventos literários. Trabalhou no Rio como secretária executiva bilíngüe e tradutora. Mudou-se para a Alemanha em 1996 onde, com sua família alemã, vive até hoje. Na Alemanha vem trabalhando com traduções e, atualmente, como web & graphic designer, mantém blogues de poemas, e escreve para a coluna "Orkultural" de Blocos. No Orkut, fundou várias comunidades de sucesso, onde o ponto alto são entrevistas online e diversos projetos culturais, como o Café Filosófico "Das Quatro", Sociedade dos Pássaros-Poetas, Orkultural*, CaravanaCult (estas duas últimas em parceria com Blocos) e Trovadores Noturnos. [*A comunidade Orkultural ligada à sua coluna quinzenal, de Blocos, foi apontada pelo Portal do Governo do Estado de São Paulo como uma das 8 melhores do Orkut na categoria cultura e conteúdo didático, em 2006] Suas maiores paixões são família, amigos, viagens, literatura, internet, pesquisas, música, cinema e filosofia.

Contatos: mail@c-herrmann.net
Página individual de poesia em Blocos Online
Página individual de prosa em Blocos Online

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sábado, 3 de setembro de 2011

Eu não faço panto, faço ponto.


EU NÃO FAÇO PANTO, FAÇO PONTO. 

Enquanto 
For tanto 
o medo, quanto 
o espanto
Eu garanto 
Portanto
Que no manto 
Jogado no canto
Marcado pelo pranto, 
Não reflete quebranto
Nem está no entanto 
Com imagem de santo 
Nem de sacrossanto
Mas, porém, entretanto
Sem motivo para ataranto
Lá do seu recanto 
Sem nenhum desencanto
Mostra um perianto 
Com todo seu encanto
Elogiado no banto 
E também no esperanto
Mas, contudo e contanto
Para todos, o acalanto
Como não tem mais anto, 
Para este poema tonto, 
Eu não faço panto, 
Faço ponto. 

R.S. Furtado.

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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Bolor.


BOLOR 

Os versos 
que te digam 
a pobreza  que somos, 
o bolor nas paredes 
deste quarto deserto, 
o orvalho da amargura 
na flor 
de cada sonho 
e o leito desmanchado 
o peito aberto 
a que chamaste 
amor. 

Carlos de Oliveira 


Carlos de Oliveira, nasceu a 10 de Agosto de 1921 em Belém do Pará, filho de emigrantes portugueses no Brasil. Passou a infância nos terrenos pantanosos e arenosos da região da Gândara. Este contacto precoce com o mundo rural e com a pobreza marcou profundamente a sua obra e influenciou a sua ligação ao neo-realismo. Formou-se em Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde estabeleceu amizade e solidariedade ideológica e política com Joaquim Namorado, João Cochofel e Fernando Namora, entre outros. Estreou-se com Turismo (1942), uma colectânea de poemas, e com o romance Casa na Duna (1943). Atingiu reconhecimento público na área da poesia e da ficção. Escreveu o célebre romance Uma abelha na Chuva em 1953. Morreu em Lisboa no dia 1 de Julho de 1981. 

Obra poética: Turismo, “Novo Cancioneiro”, Coimbra, 1942; Mãe Pobre, Coimbra, 1945; Colheita Perdida, Coimbra, 1948; Descida aos Infernos, Porto, 1949; Terra de Harmonia, Lisboa, 1950; Cantata, Lisboa, 1960; Sobre o Lado Esquerdo, Lisboa, 1968; Micropaisagem, Lisboa, 1968; Entre Duas Memórias, 1971 (pelo qual lhe é atribuído no ano seguinte o Prémio de Imprensa) ; Trabalho Poético, poesia reunida, Lisboa, 1976 e 2003 (Assírio & Alvim) 

Fonte: http://um-buraco-na-sombra.netsigma.pt 

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Nalgum canto.


NALGUM CANTO

nalgum canto 
da noite 
o galo espreita 
seu próprio ato 

no corpo 
da madrugada 
o mesmo galo 
tece seu canto 

no seu recanto 
oculto e claro 
o bravio galo 
traça a manhã. 

Sérgio Vieira 


Poeta e político moçambicano, Sérgio Vieira nasceu em 1941, em Tete (Moçambique). Licenciado em Ciências Políticas, desde jovem se tornou ativista político. Durante os estudos universitários, em Lisboa, esteve estreitamente associado às atividades culturais da Casa dos Estudantes do Império (CEI) e, depois, exilado em Dar-es-Salam (Tanzânia), dirigiu o Departamento de Educação e Cultura da FRELIMO. Após a independência do seu país, exerceu o cargo de Governador do Banco de Moçambique e o de Ministro da Administração Interna

Quanto à sua atividade literária, colaborou em alguns jornais e revistas, como o Jornal de Angola e a Mensagem (CEI), publicou Também Memória do Povo (1983) e está incluído em várias antologias de poesia, tal como Poetas Moçambicanos (1962), Breve Antologia da Poesia de Moçambique (1967), Poesia de Combate (1977), No Ritmo dos Tantãs (1991). 

Fonte: http://www.infopedia.pt/

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