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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Mãe.




MÃE

Aspiração que no coração lampeja,
O amor materno, se alcançada a tem.
A criatura que entronar deseja,
Os deveres santíssimos de mãe.

Quanta grandeza para o filho almeja,
Quantos cuidados aos seus sentidos vêm.
Quando ele dorme, levemente o beija,
Quando sorri, ela sorri também.

O amparo maternal ao filho estende;
Quando ele sofre, aflita ela soluça,
E roga ao céu que o sare e o céu atende.

Francamente, ela o seio desembuça.
E que doçura o seio seu desprende,
Quando ela sobre o berço debruça.

R.S.Furtado
Reapresentação.

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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Tentação.


TENTAÇÃO


 
Trajando a cor do céu, entra na igreja,
 
Que está deserta. Ajoelha-se ante o altar.
 
A cruz na frente pura sinaliza,
 
Inclina a arca cabeça, e, põe-se a orar.


 
Deseja, é, desconhece o que deseja,
 
Sente sua alma cândida vibrar.
 
Por isso ela ante a imagem enfazeja,
 
Vai humilde e angustiosa se postar.


 
Aflita pede a imagem com ansiedade,
 
Defesas para o virginal tesouro.
 
E resistência para a castidade.


 
No entanto, pela nave, encantador,
 
Revoando adeja-lhe as aladas de ouro,
 
O anjo - Tentação do céu do amor-.


 
R.S. Furtado 



"QUERIDOS AMIGOS!"



Eis que mais uma vez estou retornando de uma breve pausa. 

Graças a DEUS, os exames da velha carcaça apresentaram 

resultados normais, excetuando-se o da próstata que apresentou 

um pequeno crescimento, porém, compatível com a idade que já

se situa na reta de chegada das 74 primaveras.



"QUE DEUS SEJA LOUVADO!"




Rosemildo Sales Furtado




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segunda-feira, 20 de junho de 2016

João Batista.




JOÃO BATISTA

Quando na sua vida térrea andava,
A divina doutrina semeando.
João Batista somente executava,
O que lhe ia o senhor determinando.

Belo, risonho, a fronte aureolando,
A vinda do senhor anunciava.
Seu verbo celestial lusificando,
A verdade claríssima espalhava.

Mas tendo um dia, o santo reprovado,
O amor de alguém que desfrutava alteza,
Por ordem regia, morre degolado.

E, entre os troféus que o paraíso encerra,
Hoje está sua morte em glória acesa,
-Único prêmio que alcançou na terra.

RS Furtado

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FELIZ SÃO JOÃO PARA TODOS!

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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Tipos da rua.

TIPOS DA RUA

Ambos descendem de ínfimo monturo,
Ela, amarela, feia e embrutecida.
Ele é um canalha preguiçoso, a vida,
Passa a beber cachaça com mel de furo.

Todas as noites, em um beco escuro,
Ele vai esperar a bem querida.
Que desleixada e de moral despida,
Mantém com ele o seu idílio impuro.

Então, dão expansão sem nenhum decoro,
Ela manhosa, ele velhamente,
O tão rasteiro e misero namoro.

Com tais colóquios de um amor imundo,
Preparam-se afinal nojentamente,
Para um aborto vil deitar ao mundo.

R.S. Furtado

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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Reação.

 
REAÇÃO

Vamos querida, pela vida a fora,
Unidos pelo nosso amor florido.
Que seja num céu azul, e lindo agora,
O mundo enganador e denegrido.

Que o nosso amor jamais seja contido,
Floresça em cada e em cada aurora.
Estáticos, atiremos para o abismo,
Os dissabores trágicos de outrora.

Abandonemos do martírio a cruz,
Façamos do viver um paraíso,
De róseas tardes e manhãs azuis.

Fortes, renasçam, pois, nossos desejos,
Haja alegria em flor nos teus sorrisos,
E sôfrega harmonia nos meus beijos.

R.S. Furtado

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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Lírios e rosas.


LÍRIOS E ROSAS 

Para meus olhos tristes, são colírios.
Teus encantos e formas primorosas.
Tua alma tem a candura de lírios,
Teu corpo exibe vicejar de rosas.

Teus gestos chamam-me, põem-me em delírio,
Tuas graças mancebas e mimosas.
-Os teus olhares desabrocham lírios,
-Os teus sorrisos desabrocham rosas.

Quando as essências brandas e tão puras,
Dos lírios dos teus beijos - brancos vivos -.
Das rosas dos teus lábios - rubras rosas -.

Um dia - a mais sublimes das venturas -,
Cairei no teu colo sobre lírios,
Morrerei nos teus braços entre rosas.

RS Furtado. 

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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Soneto.


SONETO

Percamo-nos no sal que o sal nos veste
e há de nos levar ao reino das janelas
onde os brinquedos pendem do cipreste
nascido sobre as manchas amarelas.

E onde os ventos que sopram de nordeste
fazem-se mãos e ritmos como aquelas
mãos que teceram fios azul-celeste
levando ao mar as mais que nossas velas.

Mas não houve, e houve volta a essas vulgares
coisas, que não de vento e não de mares,
de quartos e silêncios prolongados.

Quando as damas e os bispos preto e branco
seguiam mais o rei que esse era manco
peões que eram de chumbo e eram soldados.

Edmir Domingues


Leia mais um belo soneto e a biografia do autor aqui:

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