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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Solidão.

    
 

SOLIDÃO

Já vem bem alta, a noite fria e calma,
A lua vaga na amplidão celeste.
Nem de leve se mexe uma só palma,
O luar nevado todo o globo veste.

Solidão no viver, angústias na alma.
O tédio atroz contra meu ser inerte,
Sem um seio que afagos manifestem
Meu abrasado peito não se acalma.

Quantos lábios estão nesta hora unidos,
Comungando com beijos repetidos,
Um forte amor e sempre renovado.

Ao rigor desta minha solidade,
Como refugio abraço-me a saudade,
Volvendo as frias cinzas do passado.

R.S. Furtado 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Solidão.

 

SOLIDÃO

O rio se entristece sob a ponte.
Substância de homem na torrente escura
flui, enternecimento ou desventura,
misturada ao crepúsculo bifronte.

Antes que débil lume além desponte,
a sombra, que se apressa, desfigura
e apaga o casario em sua alvura
e a curva esquiva e sábia do horizonte.

Os bois fecham nos olhos os arados,
o pasto, a hora que tomba das subidas.
Dorme o ocaso, pastor, entre as ovelhas.

Sobem névoas dos vales fatigados
e das árvores já enoitecidas
pendem silêncios como folhas velhas.

Abgar Renault

 
Leia um belo poema e a biografia do autor aqui:

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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Solidão.




SOLIDÃO

Já vem bem alta, a noite fria e calma,
A lua vaga na amplidão celeste.
Nem de leve se mexe uma só palma,
O luar nevado todo o globo veste.

Solidão no viver, angústias na alma.
O tédio atroz contra meu ser inerte,
Sem um seio que afagos manifestem
Meu abrasado peito não se acalma.

Quantos lábios estão nesta hora unidos,
Comungando com beijos repetidos,
Um forte amor e sempre renovado.

Ao rigor desta minha soledade,
Como refugio abraço-me a saudade,
Volvendo as frias cinzas do passado.

R.S.Furtado

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Solidão.

SOLIDÃO

http://graziellaarantes.files.wordpress.com/2007/10/hugo-dias-solidao-t1-96.JPG

Já vem bem alta, a noite fria e calma,
A lua vaga na amplidão celeste.
Nem de leve se mexe uma só palma,
O luar nevado todo o globo veste.

Solidão no viver, angústias na alma.
O tédio atroz contra meu ser inerte,
Sem um seio que afagos manifestem
Meu abrasado peito não se acalma.

Quantos lábios estão nesta hora unidos,
Comungando com beijos repetidos,
Um forte amor e sempre renovado.

Ao rigor desta minha sujidade,
Como refugio abraço-me a saudade,
Volvendo as frias cinzas do passado.

R.S.Furtado