AQUELA
NOITE
Aquela
noite da maior ventura,
Em
que trêmula deste-me a beijar.
Os
mornos lábios teus de voragem pura,
Vivo
a lembrar.
Nenhuma
estrela conseguiu luzir,
Naquela
noite tenebrosa e fria.
Porém
do nosso amor a refletir,
A
chama ardia.
A
flor que com fervor que não se doma,
Tu
beijaste e me deste de amor louca.
Murcha
hoje está, mas guarda ainda o aroma,
Da
tua boca.
Noite
de amor, de anseio e de pecado,
Que
outra, nós não teremos igual.
Na
qual vimos enfim concretizado,
Nosso
ideal.
R.S. Furtado
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