
ARISTÓTELES E O TRATADO DA ALMA
322 a.C. – Aristóteles (384-322) filósofo grego, deixa um Tratado da Alma, sendo, por isso, considerado o “pai da Psicologia”. No Tratado da Alma estuda Aristóteles as diversas atividades dos seres viventes: nutrição, movimento local, sensação e intelecto. O estudo destas atividades é para entender a natureza da alma. Para estabelecer sua própria noção, começa Aristóteles com a noção geral da substância, para chegar ao conceito de corpo natural orgânico, dotado de vida. Assim se pode distinguir: o corpo, que é a matéria em potência para a vida; a alma, que é o ato que dá vida ao corpo; e, por fim, o ser vivente, ser substancial, que consta de corpo orgânico e de alma. Em síntese, “a alma é a causa e o princípio de um corpo vivo. A alma é o que dá o ser ao corpo; para receber a alma se forma o corpo, que é como instrumento da alma, a cuja natureza se acomoda; e da alma provém o movimento corporal.“ A alma é, por conseguinte, o princípio que explica a organização e estrutura do corpo, que se faz instrumento apropriado para suas atividades específicas.
Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume1, página 40.