EU NÃO FAÇO PANTO, FAÇO PONTO.
Enquanto
For tanto
O medo, quanto
O espanto,
Eu garanto
Portanto,
Que no manto
Jogado no canto,
Marcado pelo pranto,
Não reflete quebranto,
Nem está no entanto
Com imagem de santo
Nem de sacrossanto,
Mas, porém, entretanto,
Sem motivo para ataranto,
Lá do seu recanto
Sem nenhum desencanto,
Mostra um perianto
Com todo seu encanto,
Elogiado no banto
E também no esperanto.
Mas, contudo e contanto,
Para todos, o acalanto.
Como não tem mais anto,
Para este poema tonto,
Eu não faço panto,
Faço ponto.
R.S. Furtado
