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terça-feira, 10 de setembro de 2013

A luz do teu olhar.


A LUZ DO TEU OLHAR

A lua faceira e distante
Não pode se orgulhar
No seu andar errante
Não brilha como o teu olhar

Nem as estrelas vaidosas
Que ficam sempre a brilhar
– todas elas presunçosas
Não brilham como o teu olhar

Nem as pedras preciosas
Nem as conchinhas do mar
Podem ser tão valiosas
Como a luz do teu olhar

Teu olhar é tão profundo
Mais que luzes a cintilar
Não há nada neste mundo
Como a luz do teu olhar.

João Batista 



Leia mais um belo poema e a biografia do autor aqui:

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Desencanto.

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DESENCANTO

Cantei para os surdos,
Meu canto sem graça;
Falei para os mudos
O verbo da raça.

Neguei minha voz
Ao ensino sem cor;
Destino atroz
De quem ensinou.

O pranto das águas,
Deitadas de horror;
Coitadas das mágoas
Vestidas de dor.

Debalde era o canto
Que não encantou;
A música do pranto
Despida do amor

Da noite era o manto,
Vestida à mortalha;
Cruel o espanto
Do corte à navalha.

João Batista.


João Batista Xavier de Sousa nasceu em Nata/RN, em 08 de junho de 1941. Vivendo em Mangabeira, pequeno povoado à margem do Rio Jundiaí – Macaíba/RN, tendo sempre como ponto referencial a casa dos seus pais, José e Nair. Vem estudar em Natal e aprender a ganhar a vida.

Formando-se com láurea no Curso de Licenciatura Plena em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, à época, integrava o quadro da Polícia Militar do Estado. Sua sensibilidade aflora no estudo e conhecimento da Educação. Professor com larga experiência Marista, Assessor Técnico em Educação, Orientador, Palestrante nos mais diversos eventos culturais e de Educação. Sempre estudioso, participou do Curso de Atualização em Educação na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Por três vezes assumiu a Secretaria Municipal de Educação em Macaíba.

Natalense, realizou outro sonho, o de ser "Cidadão Macaibense", título que guarda junto a tantos outros.

Sempre amigo, tenaz, humano, com sua luz de mestre educador, iluminou com sabedoria o caminho de muitos jovens.

Quando a luz lhe fugiu dos olhos, sem sucumbir ao desespero, sua alma tornou-se mais clara, brilhante, fluorescente... E a dor, assim, encontrou o seu porto, o seu farol, navegando pela caneta do poeta, no primeiro livro de poesias que foi "Encanto", e, seqüenciando, "Pedaços Inteiros", "Uma Escola Possível" e "Cantos e Prantos", estando programado para breve, o lançamento de "Refúgio", a sua mais nova criação.

Fontes: “Cantos e Prantos” Gráfica CDF – 1ª edição – 2005 e o próprio autor.