COVARDEMENTE
Chegava
o fim da madrugada,
Lentamente
o sol nascia.
Deitada
ao lado, de sangue manchada,
Dormindo,
inerte, ela jazia.
Tal
como uma flor despetalada,
Refletindo
a imagem da inocência.
Como
um covarde, eu a olhava,
Por
ter agido sem consciência.
Louca
de amor, ela tão inocente,
A
mim, se entregou, e eu com maldade.
Como
um louco e covardemente,
Roubei
sua valorosa virgindade.
Sentindo
uma tristeza amarga,
Arrependido,
uma forte dor sentia.
Por
praticar um ato tão canalha,
Aproveitando-me
do amor que ela nutria.
Agora,
como um mísero animal,
Rogando
ao senhor que me ilumine.
Espero
o castigo pelo ato brutal,
De
DEUS, que é o mais sublime.
R.S.
Furtado
Reedição
