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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Covardemente.


COVARDEMENTE

Chegava o fim da madrugada,
Lentamente o sol nascia.
Deitada ao lado, de sangue manchada,
Dormindo, inerte, ela jazia.

Tal como uma flor despetalada,
Refletindo a imagem da inocência.
Como um covarde, eu a olhava,
Por ter agido sem consciência.

Louca de amor, ela tão inocente,
A mim, se entregou, e eu com maldade.
Como um louco e covardemente,
Roubei sua valorosa virgindade.

Sentindo uma tristeza amarga,
Arrependido, uma forte dor sentia.
Por praticar um ato tão canalha,
Aproveitando-me do amor que ela nutria.

Agora, como um mísero animal,
Rogando ao senhor que me ilumine.
Espero o castigo pelo ato brutal,
De DEUS, que é o mais sublime.

R.S. Furtado
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