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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Bandeiriana.


BANDEIRIANA

Se terminou tua aventura humana,
teu legado subsiste, onde aprendia
eu, aluno canhestro, a cotidiana,
e fraterna lição de poesia.

Teu verso brilha como a luz que emana
da grande fonte geratriz do dia,
e me vem, força amável, sobre-humana,
estrela de tua órbita vadia.

Estrela que brilhaste a vida inteira,
no ceu deixaste luminosa esteira;
meu verso, escuro beco em que definho.

Soletro em vão o teu abecedário.
De Pasárgada o longo itinerário
sigo aos tropeços sem achar caminho.

Antônio Geraldo 
  



A Academia Goiana de Letras, no dia 5 de janeiro do presente ano, perdeu uma das vozes poéticas mais respeitadas em Goiás e no Brasil. Antônio Geraldo Ramos Jubé, que em 11 de agosto de 2008, nas páginas desse Suplemento Literário, concedeu sua última entrevista ao acadêmico Coelho Vaz.

Nasceu na cidade de Goiás, no dia 29 de janeiro de 1927, filho de Antônio Benedito Ramos Jubé e de Maria Izabel da Veiga Jubé.

Fez o curso primário em sua terra natal e transferindo residência para Goiânia, concluiu o secundário no Liceu. Bacharelou-se em... Leia mais aqui: