Mostrando postagens com marcador A Júpter Supremo Deus do Olimpo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A Júpter Supremo Deus do Olimpo. Mostrar todas as postagens

sábado, 30 de janeiro de 2010

A Júpiter supremo Deus do Olimpo.

http://fotos.sapo.pt/MFZ9IiYBojc7OkKRzrGr/
A JÚPITER SUPREMO DEUS DO OLIMPO

Númen que tens do mundo o regimento,
Se amas o bem, se odeias a maldade,
Como deixas com prêmio a iniqüidade,
E assoçobrado ao são entendimento?

Como hei de crer qu’um imortal tormento,
Castigue a uma mortal leviandade?
Que seja ciência, amor ou piedade
Expor-me ao mal sem meu consentimento?

Guerras cruéis, fanáticos tiranos,
Raios, tremores, e as moléstias tristes,
Enchem o curso de pesados anos;

Se és Deus, s’isto prevês, e assim persistes,
Ou não fazes apreço dos humanos,
Ou qual dizem não és, ou não existes.

Alexandre de Gusmão.

http://www.novomilenio.inf.br/santos/lendas/h0056b.jpg
Nascido em Santos, em 1695, Alexandre de Gusmão foi secretário particular de D. João V, membro da Academia Real da História Portuguesa e do Conselho Ultramarino. Por morte do Monarca, retirou-se à vida privada, afastando-se dos negócios públicos; perdeu em incêndio os dois filhos e faleceu pouco depois, em 31 de dezembro de 1753.

Em carta que dirigiu a Barbosa Machado, a propósito da Biblioteca Lusitana deste, Alexandre de Gusmão mostrava não confiar muito em que lhe aproveitasse a publicação de suas obras. A despeito desse rasgo de modéstia, credita-se mérito literário às suas cartas.

Fonte: “Poesia Barrôca” Antologia – Edições Melhoramentos – 1967.