Este blog foi criado com o objetivo único e exclusivo de expor ao mundo, tudo aquilo que penso, vejo, ouço, falo, sinto, detesto, admiro, amo, gosto, desejo e, sobretudo, faço.
domingo, 21 de dezembro de 2014
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Soneto noturno.
SONETO
NOTURNO
Vem
a noite de lilás e prata
pelas
estradas arrastando as vestes
trazendo
a lua que se mostra grata
ascendendo
pelos lados lestes.
As
paisagens já estão soturnas,
nos
casebres, iluminação,
uma
chuva que se faz noturna,
nos
caminhos alguma assombração.
Tudo
quieto, tudo tão parado
nesses
sítios quando a noite vem
as
pessoas se recolhem cedo,
pelos
ermos não se vê ninguém,
não
demora a madrugada rompe
um
galo canta em outro sítio além...
Enzo
Carlo Barrocco
Enzo Carlo Barrocco, pseudônimo literário de Efraim Manassés
Pinheiro, nasceu na cidade de Tracuateua, Estado do Pará, em 13 de
janeiro de 1960. Notadamente poeta, Enzo caminha por vários gêneros
poéticos, como o soneto, o poema livre, a trova, o hai-kai, embora,
algumas vezes, tenha enveredado pelas...Leia mais aqui:
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Symphonia azul.
SYMPHONIA
AZUL
Amor,
quando te vejo,
tudo
em torno de mim se transfigura,
o
azul d céo se illumnina de desejo,
o
mar azul se aquece e se quebranta de ternura...
Quando
te vejo, não é em ti que penso,
é
no azul, na luz, nos fluídos e alados elementos,
o
céo azul sobre o profundo mar suspenso...
e o
bando dos meus serenos e faceis pensamentos,
entre
o céo azul e o mar revôa e passa,
e na
luz do dia e na fascinação do teu olhar
passeia,
brinca, dança, embala-se e esvoaça,
como
a poeira de ouro das horas nuas sobre o mar...
Francisco
Campos
Francisco Luís da Silva Campos (1891-1968). Advogado, educador e
político de ideologia direitista brasileiro nascido em Dores do
Indaiá, Estado de Minas Gerais, de posições claramente
antiliberais e ligado aos movimentos revolucionários de direita no
Brasil, combateu firmemente, por exemplo, o movimento militar
tenentista dos anos trinta contra o governo federal. De tradicional
família mineira, era filho de Jacinto Álvares da Silva Campos, juiz
de Direito, e de Azejúlia de Sousa e Silva, foi alfabetizado em
casa, por sua mãe, passou dois anos como interno no... Leia mais
aqui:
domingo, 14 de dezembro de 2014
Resignação.
RESIGNAÇÃO
Já
não mais vejo o raiar no horizonte,
De
um lindo dia de primavera radiante,
Surgindo
manso, que beleza, que esplendor.
Já
não mais vejo o jardim tão verdejante,
Com
suas flores de odor tão deslumbrante,
Me
enchendo o peito de alegria e vigor.
Já
não mais vejo o rio perene e calmamente,
Com
suas águas cristalinas e tão reluzentes,
Refletindo
do céu os raios do luar.
Já
não mais vejo os peixes de cores atraentes,
Nadando,
brincando, de forma inocente,
Como
se quisessem a mim, cortejar.
Já
não mais vejo como antes eu via,
A
beleza dos pássaros, cantando de alegria,
Enchendo-me
o peito com tamanha emoção.
Já
não mais vejo o pomar que existia,
Com
seus belos frutos, tal qual uma magia,
Florindo
e brotando em cada estação.
Já
não mais vejo a relva espalhada,
No solo fértil, linda como que encantada,
Exalando
seu odor gostoso e perfumado.
Já
não mais vejo as palmeiras bem cuidadas,
Beirando
o rio, tão belas, enfileiradas,
Tal
qual um batalhão, uniforme e perfilado.
Já
não mais vejo nada, porém sou feliz,
Porque
nesta vida já vi tudo que quis,
Pois,
pior que ser cego, é não ter coração.
Já
não mais vejo nada, mas sei que existe,
A
beleza da vida em meu ego persiste,
É
por isso que vivo com resignação.
R.S. Furtado
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Desnuda e exposta aos vendavais sem pejo.
DESNUDA
E EXPOSTA AOS VENDAVAIS SEM PEJO
Árvore
abandonada no caminho;
desnuda
e exposta aos vendavais sem pejo,
não
tenho sombras para o teu carinho,
não
tenho frutos para o teu desejo.
Destroçou-me
o infortúnio... Malfazejo
foi-me
o destino, e pérfido, e mesquinho.
Guardei
no seio o teu primeiro beijo:
tudo
o mais se perdeu pelo caminho.
Por
que buscas agora o amor desfeito?
–
És sonho na minha alma, e sonho morto.
–
Sou rosa em tuas mãos, e desfolhada.
Depois
de tantos anos, no teu leito
tens
apenas sobejos do meu corpo,
da
minha alma, talvez, não tenhas nada...
Henrique
de Resende
Henrique de Resende, na verdade Henrique Vieira de Resende, nasceu no
dia 13 de agosto de 1899, na fazenda do Rochedo, em Cataguases. Era
filho do jurista Afonso Henrique Vieira de Resende e de Josefina
Adelina Faria de Resende. Fez o curso primário na casa dos pais.
Estudou no Colégio Anglo-Brasileiro do Rio de Janeiro e depois fez o
curso de matemática em Ouro Preto, vindo a formar-se engenheiro
civil pela Faculdade de Engenharia de Juiz de Fora em 1924.
Em seu livro de estréia “Turris Eburnea”, de 1923, a poética de
Enrique de Resende já era moderna. Influenciado por Alphonsus de
Guimaraens e a escola simbolista, em 1923 começaria uma evolução
em sua arte que o levou a criar, com seus... Leia mais aqui:
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