quarta-feira, 5 de outubro de 2011

"Fortes x Fracos".


"FORTES X FRACOS" 

“A dignidade dos mais fortes está também no reconhecimento e no respeito às deficiências dos mais fracos.” 

R.S. Furtado. 

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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ilha de Moçambique.


ILHA DE MOÇAMBIQUE 

Desfeitos um por um os nós sombrios, 
Anulada a distancia entre o desejo 
E o sonho coincidente como um beijo, 
Exalei mapas que exalaram rios. 

Terra secreta, continentes frios, 
Ardei à luz dum sol que é rumorejo 
Para lá do que eu sou, do que eu invejo 
Aos elementos, aos altos navios! 

Trouxe de longe o palácio sepulto, 
A cobra semimorta, a bandarilha, 
E esqueci poços, prossegui oculto. 

Desdém que envolve por completo a quilha, 
Sou bem o rei saudoso do seu vulto, 
Vulto que existe infante numa ilha. 

Alberto de Lacerda 


Alberto Correia de Lacerda (Ilha de Moçambique, 20 de Setembro de 1928 – Londres, 26 de Agosto de 2007) foi um poeta português. 

Nascido no Norte de Moçambique, Alberto de Lacerda veio para Lisboa em 1946. Em 1951 fixou-se em Londres trabalhando como locutor e jornalista da BBC, efectuado um notável trabalho de divulgação de poetas como Camões, Pessoa e Sena. Nos anos seguintes viajou pela Europa e esteve no Brasil em 1959 e 1960. A partir de 1967 começa a leccionar na Universidade de Austin, no Texas, EUA, onde se manteve durante cinco anos, fazendo uma breve passagem pela Universidade de Colúmbia, de Nova Iorque, até se fixar, em 1972, como professor de poética, na Universidade de Boston, Massachusetts. 

Estreou-se em Portugal com uma série de poemas publicados na revista Portucale. Foi um dos fundadores da revista de poesia Távola Redonda. juntamente com Ruy Cinatti, António Manuel Couto Viana e David Mourão-Ferreira. Os seus poemas foram traduzidos para o inglês, castelhano, alemão e holandês, entre várias outras línguas. É descrito como possuindo uma linguagem pouco adjectivada mas rica em imagística, reveladora de um mundo misterioso oculto na vulgaridade das coisas. Alberto de Lacerda é também autor de colagens, tendo chegado a expor, nos anos 80, na Sociedade Nacional de Belas Artes, de Lisboa. 

Faleceu em Londres a 26 de Agosto de 2007. Apesar do número relativamente pequeno de obras publicadas, Lacerda deixou um vasto espólio e de grande importância, composto, nomeadamente, por correspondência com grandes figuras da cultura, estrangeiras e portuguesas, tais como Maria Helena Vieira da Silva e o marido Árpád Szenes ou ainda Paula rego

Fonte: Wikipédia. 

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Mitologia Crioula.


MITOLOGIA CRIOULA 

(In memorian do profeta Nhu Naxu) 

Nabucodonosor! 
Nabucodonosor! 

Onde estão a tua espada 
e a tua raiva 
nas brumas suculentas de Santiago? 

Os templos caíram em ruínas 
desde quando a eternidade 
ruía defronte dos galeões 
e desfazia-se nos basaltos das ribeiras 

As cidades de tão velhas 
metamorfosearam-se em aldeias 
e cobriam as faces da amnésia 

Os campos continuam perscrutantes 
e oferecem olhares melancólicos às urbes 
do nosso querer 

Os homens esses encontram-se presos 
em plena cidade 
pelas âncoras do vento 

Nabucodonosor! 
Nabucodonosor! 

José Luiz Hopffer Almada 


JOSÉ LUIZ HOPFFER C. ALMADA utiliza os nomes literários Zé di Sant’y Águ, Erasmo Cabral d’Amada, Tuna Furtado, Dionísio de Deus y Fonteana e Alma Dofer. 

Nasceu a nove de dezembro de 1960, no sítio de Kel-Len (Pombal), Conselho de  Santa Catarina (Ilha de Santiago), EM Cabo Verde.

A partir dos quatro anos de idade passou a residir com a família em Assombra, onde concluiu o Ensino Primário e o Ciclo Preparatório. 

Cursou os Liceus na Cidade Ada Praia, onde exerceu destacadas funções no movimento associativo estudantil e no seio da Juventude estudante Africana Cabral, liceal, de que foi militante até 1979. Enquanto estudante exerceu funções de responsabilidade em vários campos agropolíticos, tendo participado do XI Festival da Juventude e Estudantes (Cuba, 1978) e do Seminário de Cultura de Rufisque (Senegal, 1979). 

Licenciou-se em Direito pela Universidade Karl Marx, de Leipzig (1984). Foi co-fundador do Núcleo e do Movimento Pró-Cultura e da Revista de Artes, Letras e Cultura Fragmentos, de que é Diretor, um dos principais dinamizadores do Voz di Letra (suplemento cultura do jornal Voz di Povo) e a realizador do programa radiofônico de cultura “Gentes, Idéias, Cultura”. 

Foi-lhe atribuído, em 1978, o primeiro prêmio do Concurso Literário Nacional e, em 1979, o segundo prêmio ex-aequo do Concurso Literário Nacional, realizado nesse ano. Integrou a Comissão Nacional para o Acordo Ortográfico (1986/87), o júri do prêmio “Jorge Barbosa” (1987), a Comissão Nacional da Língua Cabo-verdiana e o conselho Nacional de Cultura. É membro fundador da Pro-Associação e da Associação dos Escritores Cabo-verdianos, bem como Associação dos Amigos do Conselho de Santa Catarina, cujas Direções integra. 

Participou do Simpósio sobre a Literatura e a Cultura Cabo-verdianas (Mindelo, 1986), do Simpósio Integral sobre a Poesia e o Sagrado (Liège, Bélgica, 1990), do Encontro sobre a Música Nacional (Praia, 1988) e de várias mesas-redondas sobre a Cultura. Tem trabalhos publicados no Voz di Letra, no VP – Caderno2, no Voz di Povo, no Jornal de Angola, nas revistas Fragmentos, Ponto e Virgula, Pré-textos, Seiva e Artiletra. Consta da antologia Changing Afrika, organizada pelo professor Gerald Moser (1992). Exerceu as funções de Diretor do Gabinete de Assuntos Jurídicos e de Legislação da Chefia do Governo. Para além da antologia Mirabilis – De Veias ao Sol, publicou À Sombra do Sol I e À Sombra do Sol II. Reside na Cidade da Praia. 

Fonte: http://www.antoniomiranda.com.br. 

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domingo, 2 de outubro de 2011

A invenção do Jogo de Xadrez.


A INVENÇÃO DO JOGO DE XADREZ 

3000 a.C. – Inventa-se no Ceilão (Ilha do Sul do Indostão), o jogo de xadrez, que é introduzido na Índia e outros países do Oriente. Atribui-se a invenção desse jogo a Sissa, um brâmane. Vivia na corte do rajá indiano Balhait. Tratava-se dum sábio. Por isso o rei pediu-lhe que criasse um jogo capaz de demonstrar as qualidades da prudência, diligência, visão e conhecimento. Deveria opor-se ao fatalista “nard” (gamão) em que o resultado é decidido pela sorte. Sissa apresentou ao rei um tabuleiro de xadrez. Suas peças representavam os quatro elementos do exército indiano, carros, cavalos, elefantes e soldados a pé, comandados por um rei e seu vizir. Sissa explicou que escolhera a guerra como modelo para o jogo, porque via nela a escola mais eficiente, onde se aprendia o valor da decisão, do vigor, da persistência, da ponderação e da coragem. Sissa fez-lhe ver, ainda, que o rei, a peça mais importante de nada valia sem a ajuda dos seus súditos. Balhait ficou maravilhado com o jogo. Ordenou que ele fosse ensinado nos templos. Via nos seus princípios o fundamento de toda justiça. Disse então a Sissa: - “Pedi qualquer recompensa que desejardes, será vossa”. Este, na qualidade de cientista, querendo pregar-lhe uma nova lição, respondeu: - “Dai-me uma recompensa em grãos de milho sobre o tabuleiro de xadrez. Na primeira casa, um grão; na segunda, dois; na terceira, quatro; na quarta, o dobro de quatro; e assim por diante, até a última casa.” O rei ordenou que fosse trazido o milho. No entanto, antes que tivesse atingida a trigésima casa, todo o milho da Índia estava esgotado. Preocupado, olhou para Sissa, mas este disse, sorrindo, que já sabia não lhe ser possível receber a recompensa pedida, porque a quantidade necessária cobriria toda a superfície da terra com uma camada de nove polegadas de espessura. Conta-se que o rei não soube o que mais admirar, se a invenção do xadrez ou o engenhoso pedido de Sissa. Esse fabuloso número, modesto na aparência, envolvendo a formula 2 64-1, atinge a soma de........... 18 446 744 073 709 551 615 grãos. Esse total, comenta o escritor árabe Al Beruni, corresponde a 2.305 montanhas, o que é mais do que o mundo inteiro contém. 

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas feitas pelo ilustre professor Elias Barreto e publicado pela “Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas”, edição de 1962, volume 1, páginas 9 e 10. 

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sábado, 1 de outubro de 2011

Prece.

 
PRECE 

Na Igreja 
Da Graça 
Em Beja, 
Existe 
Uma Nossa Senhora da Saudade 
A sua alegria é uma alegria triste 
Mas agora a tristeza é uma fonte de bondade 
Uma lágrima vence o seu sorriso 
E há no se esplendor da sua mocidade 
O clarão de um crepúsculo indeciso 
A iluminar uma saudade. 
É esta a Santa dos Expatriados 
Que floresce e viceja 
Nos corações dos exilados 
Que rezam nessa Igreja 
Nossa Senhora da Saudade, 
Padroeira de Portugal 
Senhora dos que sofrem, dos que penam 
Longe dos seus e do país natal. 

Dr. Júlio Prestes de Albuquerque 
(Amigo da família Pereira de Moraes) 
Portugal 1932 


Júlio Prestes de Albuquerque nasceu em Itapetinga/SP, no dia 15 de março de 1882 e faleceu na cidade de São Paulo/SP, no dia 9 de fevereiro de 1946. Bacharelado pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1906, começou a advogar na capital paulista. Certamente influenciado por seu pai, coronel Fernando Prestes de Albuquerque - que fora presidente do Estado (1898-1900) e por três vezes vice-presidente -, ingressou na política, elegendo-se, em 1909, deputado estadual, reeleito nas cinco legislaturas seguintes. 

Líder da bancada paulista na Câmara Federal, para a qual foi eleito em 1919, assumiu o governo do Estado de São Paulo em 1927, para depois candidatar-se à presidência da República em 1930. 

Sua candidatura, imposta por Washington Luís, motivou a formação da Aliança Liberal no processo que desencadeou a revolução de 1930, quando São Paulo perdeu a supremacia na direção dos negócios públicos. 

Dessa forma, Júlio Prestes sagrou-se vitorioso nas urnas, mas não chegou a tomar posse, impedido pela Revolução de 30, que levaria Getúlio Vargas ao poder. 

Exilado na Europa, Júlio Prestes regressou ao Brasil em 1934, afastando-se da política daí por diante. 

Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional.

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