VELHICE


Vi passarem sessenta e sete anos,
Por mim de vida em loucas correrias.
Deixando atrás a poeira dos enganos,
E as fundas marcas dos acerbos dias.
Tardes sem sol, manhãs sem alegrias,
Alentaram os meus setentas planos:
– Ilusões e esperanças fugidas,
Que cedo se tornaram desenganos.
Ao relembrar a intensa e ingrata lida,
Julgo que seja então felicidade.
Esta minha já longa e vida,
Do coração se ainda sinto arrancos,
Acaricio a pálida saudade,
Que se retrata em meus cabelos brancos.
Natal, 23 de setembro de 2009.
R.S. Furtado.

Vi passarem sessenta e sete anos,
Por mim de vida em loucas correrias.
Deixando atrás a poeira dos enganos,
E as fundas marcas dos acerbos dias.
Tardes sem sol, manhãs sem alegrias,
Alentaram os meus setentas planos:
– Ilusões e esperanças fugidas,
Que cedo se tornaram desenganos.
Ao relembrar a intensa e ingrata lida,
Julgo que seja então felicidade.
Esta minha já longa e vida,
Do coração se ainda sinto arrancos,
Acaricio a pálida saudade,
Que se retrata em meus cabelos brancos.
Natal, 23 de setembro de 2009.
R.S. Furtado.