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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Dama da sociedade.


DAMA DA SOCIEDADE 

Ela já não é mais a mesma de outrora,
Passava, olhava, e jamais ia embora,
Sem antes mostrar o seu requebrado.
Fazia questão de gingar, remexer,
Para que os homens ficassem a viver,
Pensando e sonhando com seu rebolado.

Saia transparente, blusinha decotada,
Por baixo a calcinha, na glútea colada,
Pois somente pensava, em chamar atenção.
Soutien nem pensar, a blusa era fininha,
E mostrar os biquinhos, só queria a mocinha,
Maliciosa, dos homens levantar o tesão.

Pudor? O que era? Ela nem sabia!
Para ela, vergonha, também não existia,
Pois para ela o belo, era para ser mostrado.
Preconceito é bobagem, todos que se danem,
É meu e eu mostro, os homens que se inflamem,
Vou viver minha vida mostrando meu legado.

Hoje, o tempo depressa, num instante passou,
Muitos não acreditam, a mocinha mudou,
Leva uma vida recatada, com pudor, sem maldade.
E o respeito de todos, ela então conquistou,
Encontrou um bom partido, é feliz, se casou,
É mulher refinada. Ilustre dama da sociedade.

R.S. Furtado.

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