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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A viola.


A VIOLA

Quanto eu te amava, oh! rustico instrumento
Tu que as maguas, as dores alivias
Da sertaneja em mansas melodias,
Inda hoje me vens ao pensamento!...

Puro e boro, despertava o sentimento,
A alma dourando, como doura os dias
O sol – nosso conviva... e tu vertias
Teus gemidos subtis todos ao vento...

Companheira querida das matutas,
Confidente fiel de seus desejos,
De seus sonhos de amor, serenas lucias,

Como és boa da roca nos festejos,
Quando as morenas languidas, astutas,
Afinara pela prima o som dos beijos!...

Sílvio Romero



Sílvio Romero (S. Vasconcelos da Silveira Ramos R.), crítico, ensaísta, folclorista, polemista, professor e historiador da literatura brasileira, nasceu em Lagarto, SE, em 21 de abril de 1851, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 18 de julho de 1914. Convidado a comparecer à sessão de instalação da Academia Brasileira de Letras, em 28 de janeiro de 1897, fundou a Cadeira nº 17, escolhendo como patrono Hipólito da Costa.



Foram seus pais o comerciante português André Ramos Romero e Maria Joaquina Vasconcelos da Silveira. Na cidade natal iniciou os estudos... Leia mais aqui: