ROSENILDO

Filho, nem sempre desta humanidade,
Em qualquer exemplar tu te confies.
Jamais ver-se da torpe a falsidade,
O mais leve sinal ou cicatriz.
O que me foi possível, tudo fiz,
Para o mal pagar sempre com bondade.
Compreendido não fui porque não quis,
Afastar-me um instante da lealdade.
Esse que vem a ti, de riso aberto,
E gestos largos, logo que te avista.
Cuidado, não te iludas que por certo,
Ele quer envolver-te em sua malha,
A procura ele está de quem o assista,
Não lhe apertes a mão, pois é um canalha.
R.S. Furtado.
Filho, nem sempre desta humanidade,
Em qualquer exemplar tu te confies.
Jamais ver-se da torpe a falsidade,
O mais leve sinal ou cicatriz.
O que me foi possível, tudo fiz,
Para o mal pagar sempre com bondade.
Compreendido não fui porque não quis,
Afastar-me um instante da lealdade.
Esse que vem a ti, de riso aberto,
E gestos largos, logo que te avista.
Cuidado, não te iludas que por certo,
Ele quer envolver-te em sua malha,
A procura ele está de quem o assista,
Não lhe apertes a mão, pois é um canalha.
R.S. Furtado.
Nota: Fiz este poema para o meu filho Rosenildo quando ele estava com dez anos de idade.