Mostrando postagens com marcador Por quê?.... Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Por quê?.... Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de abril de 2010

Por quê?

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhjg1jlKn5BUbixNmMH6fp4SQFn1HWXlHsGbhouSc4Ih3h-etfEdYp-197Axq8vNAYiR1eNAX6gt36NPqos71bYLPWUMPJsMbdSRTsNX2zcBfzSYLej73ALcM5tnyFI3Bs5OTqGMxDc_Mc/s320/mulher+rindo.bmp

POR QUÊ?

Ris, se digo que és boa; e se te digo
Que és má, tomas um ar de indiferença...
Fazes um gesto vago de descrença,
Quando afirmo serei teu muito amigo...

Se de tuas promessas te desligo,
Amuas-te; e é fatal a desavença,
Ao te falar da gratidão imensa
E do respeito meu para contigo...

Se as mãos te beijo, cedes; mas, fremente,
Se a procuro, essa boca me resiste!...
Enfado-me, gargalha loucamente!

Não sei, porém, se alta razão te assiste,
Se a atitude é de sábio ou de demente,
Quando, ao jurar que te amo, ficas triste!

Goulart de Andrade.

http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/alagoas/img/goulart_de_andrade.jpg

Nasceu José Maria Goulart de Andrade em Maceió, Alagoas, em 06 de abril de 1881. Estudou lá mesmo, e, ao mudar-se para o Rio de Janeiro, aos 16 anos, desejou ingressar na Marinha: fez o curso prévio na Escola Naval, mas diplomou-se em engenharia na Escola Politécnica do Rio de Janeiro (1906). Engenheiro da prefeitura carioca, foi também redator da Câmara de Deputados, professor e diretor do Ginásio Pan-Americano, membro da Academia Brasileira de Letras. Faleceu no Rio de Janeiro, em 19 de dezembro de 1936. Desde cedo, vinculou-se ao grupo de poetas boêmios, entre os quais Guimarães Passos (seu conterrâneo), Olavo Bilac, Emílio de Menezes, Martins Fontes. Como poeta, esmerou-se na especialidade das poesias difíceis, de forma fixa o vilancete, o rondel, a balada e sobretudo o canto, real, uma das mais complexas formas poéticas. Tornou-se também jornalista, sendo um dos redatores de O Imparcial nos primeiros tempos, onde teve o convívio de João Ribeiro, Humberto de Campos e Augusto de Lima. Publicou inúmeros trabalhos na Revista da Academia Brasileira de Letras.

Fontes: “Poesias Parnasianas – Antologia” – Edições Melhoramentos – 1967 e Academia Brasileira de Letras.