NA FAZENDA
Dorme
ainda a fazenda: ao longo da varanda
Repousa
o boiadeiro em couros estendidos;
Desponta
no horizonte aurora froixa e branda,
No
meio do terreiro o cão solta ganidos!
Mas
nisso de repente escutam-se alaridos,
Dum
sino que desperta estruge a voz nefanda;
Começam
a soar conversas e balidos
E a
ordem de rigor que rude aos negros manda!
Chegou
o começar das lides e trabalhos,
Ressoam
do feitor os brados e os ralhos:
A
boiada desfila à porta do curral.
Os
pretos esfregando os olhos sonolentos
Levando
samburás lá vão a passos lentos
Da
porta da senzala ao denso cafezal!
Afonso
Celso.
Leia mais um belo soneto e um resumo da biografia do autor aqui:

