
MARIA ANTONIETA
Dando a este poema alta feição de escudo,
arde-me em lava a ideia! Enfim aquilo
que este ouro der, este ouro que burilo
tem de radiar sob o cinzel agudo.
Rosas, acantos, símbolos... Ah! tudo
que afirme o império da que n’alma asilo!
Floreio o bronze; estro e lavor de estilo
neste ouro deixo e neste bronze estudo.
Febril, finos espíritos invoco...
Repontam signos, esmerilho a rima,
canta e brilha o zodíaco no bloco!
Ei-lo! Brasão da graça, a glória o anima;
e ao dar-lhe título, afinal, coloco
um diadema de pérolas em cima.
B. Lopes.
(1859-1916)
Dando a este poema alta feição de escudo,
arde-me em lava a ideia! Enfim aquilo
que este ouro der, este ouro que burilo
tem de radiar sob o cinzel agudo.
Rosas, acantos, símbolos... Ah! tudo
que afirme o império da que n’alma asilo!
Floreio o bronze; estro e lavor de estilo
neste ouro deixo e neste bronze estudo.
Febril, finos espíritos invoco...
Repontam signos, esmerilho a rima,
canta e brilha o zodíaco no bloco!
Ei-lo! Brasão da graça, a glória o anima;
e ao dar-lhe título, afinal, coloco
um diadema de pérolas em cima.
B. Lopes.
(1859-1916)