EU
SÔ EU, VANCÊ É VANCÊ...
Num
recado cumpricado,
Vancê
me mando dizê,
Que
gostava de sê eu,
Si
eu tambeim fosse vancê...
Mai
que recado arretado
Que
ocê mando pra eu.
Se
vancê fosse vancê,
Vancê
num seria eu...
Ocê
sabe que eu sô eu...
Nunca
que eu vô sê vancê,
E se
vancê fosse eu,
Cumo
é que eu ia sabê?
Se
ocê intão num dissesse
Que
era eu, e eu vancê,
Nois
duas, abestaiadas,
Ficava
inté sem sabê.
Ocê
bem que goataria
De
sê eu – pode dizê!
E eu
tambeim que gostaria
De
num sê eu, sê vancê!
É
só eu oiá procê
E
vancê oiá pra mim,
Nóis
sabe quem que nois semo
Por
esse mundão sem fim.
Vancê
e eu, num tem jeito;
Temo
por nóis, amizade.
Uma
num vai sê a otra
Nem
trocá de indentidade!
Continua
sendo ocê,
Num
quero trocá mais não
Eu
continuo a sê eu,
Senão
vai dá cunfusão.
Se
nóis trocasse o marido,
Depois,
cumo é que ia sê?
Se
ocê durmisse com o meu,
Será
que ia dizê?
Se
eu dormisse coteu
Eu
mesma, num te dizia..
Pra
que? num carece mesmo,
Contá
nossas fantasia...
Ia
sê muito bem feito
Pra
nóis aprende a lição.
Nóis
pode uma sê a otra,
Marido?
Num troco não!
Mírian
Warttusch
Mírian Warttusch, nome artístico de uma escritora de alma sensível
e apaixonada que afirma já ter nascido poeta e sonhadora.
São Paulo a viu nascer na década de 40, no bairro de Tatuapé, São
Paulo, Brasil, onde paisagens magníficas como as da Mata Paula Souza
estavam preservadas e intocadas em suas belezas naturais e serviram
de cenário para sua infância de... Leia mais aqui:

