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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Sebastião Alba.


SEBASTIÃO ALBA

O que restava do odre
Tu o bebeste

Dos veios mesmo da terra

Só um rio te contempla
zambeziando

E o mar se perde
Onde navegas

O que restava do odre

E deus
Apascentando a sua
sede

Onde te ris
Torre
E chama

Luís Carlos Patraquim


Luís Carlos Patraquim nasceu em Lourenço Marques (actual Maputo), Moçambique, em 1953. Colaborador do jornal “A Voz de Moçambique”, refugia-se na Suécia em 1973. Regressa ao país em Janeiro de 75 integrando os quadros do jornal “A Tribuna”. Membro do núcleo fundador da AIM (Agência de Informação de Moçambique) e do Instituto Nacional de Cinema (INC) onde se mantém, de 1977 a 1986, como roteirista/argumentista e redactor principal do jornal cinematográfico “Kuxa Kanema”. Criador e coordenador da “Gazeta de Artes e Letras” (1984/86) da revista “Tempo”.

Desde 1986 residente em Portugal, colabora na imprensa moçambicana e portuguesa, em roteiros para cinema e escreve para teatro. Foi consultor para a “Lusofonia” do programa “Acontece”, de Carlos Pinto Coelho e é comentador na RDP-África.

Publicou “Monção” (1980); “A Inadiável Viagem” (1985); “Vinte e tal novas formulações e uma elegia carnívora” (1992); “Mariscando Luas”, em parceria com Chichorro e Ana Mafalda Leite, (1992); “Lidemburgo Blues” (1997 e “O Osso Côncavo”, 2005. Foi distinguido com o Prémio Nacional de Poesia, Moçambique, em 1995.

Fonte: http://www.jornaldepoesia.jor.br/