LIBELO
Não mais trarei justificações
Aos olhos do mundo.
Serei incluído
” Pormenor Esboçado ”
Na grande bruma.
Não serei batizado,
Não serei crismado,
Não estarei doutorado,
Não serei domesticado
Pelos rebanhos
Da terra.
Morrerei inocente
Sem nunca ter
Descoberto
O que há de bem e mal
De falso ou certo
No que vi.
Roberto Piva
Roberto Piva foi um poeta polêmico brasileiro, nasceu na cidade de São Paulo no dia 25 de setembro de 1937 e faleceu também em São Paulo, no dia 03 de julho de 2010, onde sempre viveu. Foi figura marcante na paisagem poética paulistana, através da publicação de poemas em vários meios e da participação pessoal em inúmeros eventos. Sua produção é composta por recortes de jornais, livros, periódicos, fotografias, manuscritos e documentos diversos. Integrou a Antologia dos novíssimos (Massao Ohno, SP-1961) e 26 poetas hoje (org. Heloísa Buarque de Holanda, Labor, RJ-1976, 1.a edição / Aeroplano, RJ-1998, 2.a edição). Publicou os livros de poemas Paranóia (Massao Ohno, SP-1963 / Instituto Moreira Salles, SP-2000, 2a. edição), Piazzas (Massao Ohno, SP-1964, 1a. edição / Kairós, SP-1980, 2a. edição), Abra os olhos e diga ah! (Massao Ohno, SP-1975), Coxas (Feira de Poesia, SP-1979), 20 poemas com brócoli (Massao Ohno/Roswitha Kempf, SP-1981), Quizumba (Global, SP-1983), Antologia poética (L&PM, RS-1985) e Ciclones (Nankin, SP-1997). Todos esses livros foram reunidos em três volumes publicados pela Editora Globo: Um estrangeiro na legião, Mala na mão & asas pretas e o recém-lançado Estranhos Sinais de Saturno.
Fontes: http://www.overmundo.com.br e Wikipédia.
