A MESMA SENHORA

Tão doce como o som da doce avena
Modulada na clave da saudade;
Como a brisa a voar na soledade,
Branca, singela, límpida e serena;
Ora em notas de gôzo, ora de pena
Já cheia de solene majestade,
Já lânguida exprimindo piedade,
Sempre essa voz é bela, sempre amena.
Mulher, do canto teu no dom supremo
A dádiva descubro mais subida
Que de um Deus pode dar o amor paterno.
E minh’alma, num êxtase embebida,
Aos teus lábios deseja um canto eterno,
E, só para gozá-lo, eterna vida.
Laurindo Rabelo
Tão doce como o som da doce avena
Modulada na clave da saudade;
Como a brisa a voar na soledade,
Branca, singela, límpida e serena;
Ora em notas de gôzo, ora de pena
Já cheia de solene majestade,
Já lânguida exprimindo piedade,
Sempre essa voz é bela, sempre amena.
Mulher, do canto teu no dom supremo
A dádiva descubro mais subida
Que de um Deus pode dar o amor paterno.
E minh’alma, num êxtase embebida,
Aos teus lábios deseja um canto eterno,
E, só para gozá-lo, eterna vida.
Laurindo Rabelo