NO BANQUETE
Do alto
dos seus bordados, o general falou:
Meio
século, senhores, a serviço da Pátria.
Falaram
depois o doutor e o magnata.
Outros
mais falaram no banquete da vida nacional.
Só o
roceiro miúdo não falou nada.
Porque
não sabia nada,
Porque
estava ausente,
perrengado,
indiferente,
curvado
sobre o cabo da enxada,
com o
Brasil às costas.
Leo Lynce
Cyllenêo
Marques de Araújo Valle
nasceu na cidade de Pouso Alto, hoje Piracanjuba, no dia 29 de junho
de 1884, filho de João Antônio de Araújo Valle e de Eponina
Marques de Araújo Vale e faleceu em Goiânia, no dia 7 de julho de
1954. Iniciou seus estudos em Bela Vista de Goiás e aos 16 anos de
idade, abraçou a carreira jornalística com a publicação de O
funil, manuscrito
e desenhado, com pretensões literárias. Escrevia nesta época para
os jornais mineiros Araguari
e Lavoura
e Comércio, de
Uberaba.
No
ano de 1905, em Bela Vista, foi fundado o jornal Folha
do Sul,
pelos combativos irmãos Benedito Monteiro Guimarães e Honestino
Guimarães, sendo um dos principais colaboradores e ali nasceu e
passou a assinar o anagrama Leo Lynce. Leia mais aqui:
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