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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Astronomia Nova.

 Johanne Kepler

ASTRONOMIA NOVA 

1609Johanne Kepler, sábio e astrônomo alemão, nasceu em Well (Wurtemberg) e faleceu em Ratisbonn (1571-1630), publica “Astronomia Nova” e expõe uma teoria sobre o planeta Marte, estabelecendo as seguintes leis, que tomaram seu nome e que Newton se aproveitou para deduzir o seu princípio de atração universal: 1.ª) as órbitas planetárias são elipses nas quais o Sol ocupa um dos focos; 2.ª) as áreas descritas pelos raios vectores que unem o centro do Sol ao centro do planeta, são proporcionais aos tempos empregados em descrevê-las e 3.ª) o quadrado dos tempos das revoluções planetárias são proporcionais aos cubos dos eixos maiores das suas órbitas. Quando Kepler terminou a sua maravilhosa obra, deixou aos pósteros uma prova da sua profunda humildade aliada à ciència, na seguinte página: “Antes de deixar esta mesa, sobre a qual fiz todas as minhas pesquisas, nada me resta senão elevar meus olhos e minhas mãos aos céus e endereçar, com devoção, a minha humilde prece ao autor de toda a luz. 

Ó Tu – que pelas luzes sublimes que espalhaste na Natureza, conduzes a nossa vontade à luz de Tua graça, a fim de que sejamos, um dia, arrebatados pela luz eterna de Tua glória – eu te rendo graças, Senhor e Criador, pelas alegrias e pelos êxtases experimentados na contemplação da obra de Tuas mãos! 

Eis que finalizei o livro que contém o fruto do Teu trabalho e ao qual empreguei toda inteligência que me hás dado. Proclamo, diante dos homens, a grandeza de Tuas obras. Eu lhes apresento hoje o testemunho de que meu espírito finito conseguiu captar da infinita vastidão. 

Fiz todo esforço para me elevar à Verdade pelos condutos da Filosofia, e se ela chegou a mim – miserável verme concebido e nutrido no pecado – com contradições indignas de Ti, faze-me conhecê-las, a fim de que possa suprimi-las. 

Não me haverei deixado abandonar às seduções da presunção, em presença da beleza de Tuas obras? Não estarei eu propondo o meu próprio renome entre os homens, elevando um monumento que deveria ser consagrado à Tua glória? 

Ó, se assim for, acolhe-me em Tua clemência e dá-me a graça de impedir que minha obra sirva ao mal e que ela possa contribuir para a glória e saúde dos espíritos!” 

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto, e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 1, páginas 136/144.

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